Jesse Saunders dispensa apresentações, ele foi o pioneiro e criador da House Music vinda de Chicago que mudou o mundo da música eletrônica para sempre, influenciou e continua influenciando milhares durante gerações até os dias de hoje e com certeza seu legado permanecerá para sempre no futuro.
Nossa colaboradora especial Juliette Latona ( Latona Expansion Group) nos deu a honra de conseguir essa entrevista exclusiva com Jesse, celebrando os 40 anos da House Music.
LINK YOUTUBE 40 YEARS HOUSE MUSIC:
JESSE SAUDERS ARTIST BIO RESIDENT ADVISOR:
https://ra.co/dj/jessesaunders
Chicago deu origem a tantos sons fundamentais na música eletrônica — do house ao footwork. Como cada um de vocês se vê como guardião desse legado, e onde sentem a responsabilidade de ultrapassar esses limites em contraste com a de honrar a tradição?
Sendo o “Originador” da House Music, continuo a ultrapassar limites no som, nas músicas e nos palcos, enquanto ainda mantenho a essência do “3 on the floor” e da música que faz você “se sentir bem”.
Podem nos contar um momento em cada uma de suas carreiras em que sentiram que a cena de Chicago realmente moldou quem vocês se tornaram como artistas — e depois um momento em que, ao se unirem como coletivo, essa identidade individual se transformou em algo maior?
Chicago é de onde viemos: o senso de família, o público, a criatividade e a energia inesgotável. Nos unimos pela vontade de espalhar tudo isso para as massas.
A pista de dança pode ser um espaço sagrado de cura e libertação. Que emoções ou experiências de suas próprias vidas vocês canalizam através de seus sets, e como testemunhar as comunidades de Chicago reagirem à sua música mudou sua compreensão sobre o que o trabalho de um DJ pode fazer pelas pessoas?
Tivemos a mesma missão desde o início… mantê-los dançando.
A história musical de Chicago está profundamente entrelaçada com histórias de resistência, especialmente nas comunidades negra e latina. Como vocês equilibram carregar esse peso e essa alegria simultaneamente quando se apresentam, tanto individualmente quanto como uma força unificada?
Toco para todos os tipos de público. Todos querem dançar e sentir a vibração da liberdade.
Contem-nos sobre uma noite ou momento específico em que perceberam que esse coletivo era mais do que apenas apresentações compartilhadas — quando ele se tornou uma família ou um movimento? O que estava acontecendo naquele ambiente, e o que vocês sentiram mudar?
Na minha primeira vez tocando em Praga, na República Tcheca — eu não sabia o que tocar. Enquanto observava o público, percebi que todos temos uma coisa em comum: todos amamos um groove que nos faz mexer!
Todo DJ tem aquele disco que mudou tudo para ele. Qual é o seu, e como ele se conecta às suas raízes em Chicago? E existe uma faixa que defina o que vocês construíram juntos como coletivo?
No The Playground, por volta de 1983, toquei “Can You Move” e o público se mexeu de um jeito que eu nunca tinha notado antes — era um groove latino. Desde então, tenho tocado discos com batidas fortemente sincopadas.
O som da cidade sempre foi sobre inovação nascida da limitação — fazer mágica com recursos mínimos. Como esse espírito “faça você mesmo” moldou seus caminhos individuais, e como unir seus recursos e conhecimentos como coletivo amplia o que é possível?
Somos um coletivo, mas somos indivíduos em nosso estilo.
Quando vocês estão atrás das pick-ups, estão lendo e alimentando a energia do público. Como seus diferentes estilos e origens se complementam quando tocam juntos, e que tipo de conversa acontece nessas trocas musicais que não poderia acontecer de nenhuma outra forma?
Somos muito diferentes em nossas abordagens, mas somos perfeccionistas no ofício. Discutimos desde os detalhes mais minuciosos até os mais profundos.
A cena de Chicago enfrentou o fechamento de casas de shows, a gentrificação e outros desafios. O que vocês mais temem perder sobre o ecossistema musical da cidade, e como o coletivo de vocês trabalha para preservar e proteger esses espaços e tradições para a próxima geração?
Chicago tem os públicos mais segregados e, ao mesmo tempo, mais unidos. É como tocar ao redor do mundo. O povo de Chicago nasce dentro da House Music. Está em cada fibra do seu ser… jovem ou velho, preto ou branco, gay ou hétero. Tudo o que temos que fazer é continuar criando e tocando House Music.
Se alguém que nunca tivesse experimentado a cultura da música dance de Chicago fosse a um dos eventos do coletivo de vocês, o que vocês gostariam que essa pessoa compreendesse — não apenas sobre a música, mas sobre a cidade, a cultura e a comunidade das quais vocês fazem parte?
Queremos que todos que participem entendam que Chicago é o berço da House Music, o ponto zero — e que House Music significa amor, união e compreensão.















English Version
- Chicago has birthed so many foundational sounds in electronic
music—from house to footwork. How do you each see yourselves as torchbearers of that legacy, and where do you feel the responsibility to push those boundaries versus honor tradition?
Being the “Originator” of House Music, I continue to push boundaries in sound, song and stage while still maintaining the essence of 3 on the floor and “feel good” music.
- Can you walk us through a moment in each of your careers where you felt the Chicago scene truly shaped who you became as an artist—and then a moment where coming together as a collective transformed that individual identity into something bigger?
Chicago is where we are from: the sense of family, the crowd, the creativity, and endless amount of energy. We came together on our will to spread that to the masses.
- The dance floor can be a sacred space for healing and release. What emotions or experiences from your own lives do you channel through your sets, and how has witnessing Chicago's communities respond to your music changed your understanding of what DJ'ing can do for people?
We've had the same mission from the beginning…keep them dancing.
- Chicago's music history is deeply intertwined with stories of resilience, particularly in Black and brown communities. How do you navigate carrying that weight and joy simultaneously when you perform, both individually and as a unified force?
I play for all types of crowds. Everyone wants dance ang feel the vibe of freedom.
- Tell us about a specific night or moment where you realized this collective was more than just shared gigs—when did it become a family or movement? What was happening in that room, and what did you feel shift?
My first time playing in Prague, Czech Republic-I didn't know what to play. As I watched the crowd I realized that we all have ine things in common, we all love a groove that will make us move!
- Every DJ has that one record that changed everything for them. What's yours, and how does it connect to your Chicago roots? And is there a track that defines what you've built together as a collective?
At The Playground, around 1983 I played “Can You Move” the crowd moved In a way I hadn't noticed before- it was Latin groove
I've been playing Records that are heavy in syncopation ever since.
- The city's sound has always been about innovation born from limitation—making magic with minimal resources. How has that DIY spirit shaped your individual paths, and how does pooling your resources and knowledge as a collective amplify what's possible?
We are a collective but we are individuals in our style.
- When you're behind the decks, you're reading and feeding energy to a crowd. How do your different styles and backgrounds complement each other when you play together, and what conversations happen in those musical exchanges that couldn't happen any other way?
We are so different in our approach, but we are perfectionists of the craft. We discuss the most minute details to the most profound.
- Chicago's scene has faced venue closures, gentrification, and other challenges. What do you fear losing most about the city's musical ecosystem, and how does your collective work to preserve and protect those spaces and traditions for the next generation?
Chicago has the most segregated and the most together crowds all at once. It's like playing all over the world. The people of Chicago are born into House Music. It's in every fiber of their being… young or old, black or white, gay or straight. All we have to do is keep making and playing House Music.
- If someone who'd never experienced Chicago's dance music culture came to one of your collective events, what would you want them to walk away understanding—not just about the music, but about the city, the culture, and the community you're all part of?
We want all that attend to understand that Chicago is the birthplace of House Music, ground zero and House Music means love, unity and understanding.
Agradecimentos especiais ao artista Jesse Saunders, Latona Expansion Group by Juliette Latona e DJ Sound
*Todas as imagens foram obtidas a partir do presskit oficial do Artista assim como seus direitos reservados.

