“Música Que Não Toca Por Aí” lança segundo episódio com L_CIO, mergulhando nas origens e transformações do produtor e flautista
O “Música Que Não Toca Por Aí”, videocast apresentado por Monique Dardenne que estreou revelando o lado invisível por trás dos artistas e agentes do mercado musical, acaba de lançar seu segundo episódio. Gravado no bar Matiz, no centro de São Paulo, o programa cria um ambiente íntimo, guiado por vinis e conversas que vão além da superfície, em busca da intenção e da origem.
Após a estreia com ANNA, o convidado desta vez é L_CIO, um dos nomes mais fascinantes da música eletrônica nacional. Músico instrumentista e flautista, ele revisita sua jornada em uma conversa profunda e repleta de descobertas. O episódio está disponível no canal https://www.youtube.com/@musicaquenaotocaporai
Da Infância Adventista à Transição de Carreira Aos 30 Anos
No episódio, L_CIO abre seu baú de memórias e discos. Ele fala sobre sua infância em uma família adventista, onde a música clássica aos sábados (como o álbum do flautista Jean-Pierre Rampal) foi sua primeira grande influência – e onde a mesma flauta que ganhou do pai aos 7 anos ainda é usada por ele hoje. A conversa percorre sua formação acadêmica em Educação Física, o mestrado sobre Capoeira Angola e o trabalho como professor, até a decisão crucial: aos 30 anos, pediu demissão da faculdade para apostar integralmente na música.
Os 5 Discos que Contam Passagens Importantes de sua Vida
O coração do programa é a seleção de cinco álbuns que marcaram sua vida e carreira:
- Jean-Pierre Rampal: Representa as raízes, a família e o início na flauta.
- Enigma: O marco do “sagrado com o profano” que despertou seu interesse inconsciente pela eletrônica.
- Teto Preto – “Gasolina”: Disco fundamental do qual foi co-fundador e produtor, representando a efervescência das festas underground de São Paulo.
- Remix de “Construção” (Chico Buarque): Conta a história improvável de como um remix feito por insight de sua companheira foi parar nas mãos de Gui Boratto, que o lançou – um marco de reconhecimento.
- “Poema” (seu álbum de estreia): Homenagem à sua cachorrinha, este trabalho simboliza seu amadurecimento artístico e o entendimento do planejamento de carreira. O álbum “Plants”, seguinte, contou com a inédita composição de sua mãe, pianista, aos 69 anos.

Sobre M_AI – Música Que Não toca Por Aí
Monique Dardenne apresenta ao mercado seu novo projeto de inovação musical: Música Que Não Toca Por Aí (M_AI), um clube vivo, intimista e transformador que nasce para conectar, provocar e criar soluções reais para o ecossistema da música.
Depois de duas décadas movimentando a indústria da música com projetos que marcaram o setor —, entre eles, o lançamento de artistas como Karol Conká, Tropkillaz, Mahmundi e Jaloo, foi responsável por trazer a plataforma Boiler Room ao Brasil, uma série de iniciativas pioneiras e a criação do WME (Conference e Awards) —, Monique Dardenne cria um clube profissional e curatorial que não existe em nenhum outro ponto do mercado. Com isso surge o M_AI – Música que Não Toca por Aí, um clube que já reúne quase 200 profissionais altamente qualificados da música, da cultura e da comunicação, selecionados por convites exclusivos.
“O projeto é um laboratório vivo, com curadoria ativa, encontros pequenos e intensos, conversas profundas, experiências presenciais e conexões que geram impacto real para muito além do networking”, comenta Monique Dardenne.
Segundo ela, o M_AI nasceu da necessidade de haver um “espaço seguro e inteligente de troca B2B, profundo e humano, longe do ruído dos grandes eventos e das conferências tradicionais. Aqui, o coração do projeto é reconectar a indústria musical à sua potência transformadora, gerando pensamento crítico, discutindo tendências, estimulando criatividade e aproximando agentes estratégicos da economia criativa”.
Em parceria com a Heineken, que assume como launch sponsor, os encontros do clube já estão acontecendo e têm reunido nomes importantes do mercado em rodas de conversa e processos colaborativos. Além disso, artistas selecionados participaram de um camping de produção musical que culminou na assinatura sonora do projeto. O clube propõe experiências presenciais que incluem troca e networking em um novo formato, “onde cada encontro já se torna conteúdo e memória coletiva”, comenta.
Dentro do M_AI nasce também o videocast Música que Não Toca por Aí, ocupando o bar Matiz, no centro de São Paulo, nesta primeira temporada. Gravado em um ambiente especial e composto por 7 episódios, o programa revela quem “são as pessoas da música e não apenas o que elas fazem”. Em cada episódio, Monique vai entrevistar artistas e agentes fundamentais do mercado em um “papo profundo e divertido, guiado por histórias do coração contadas por 5 vinis da coleção pessoal do convidado, bastidores, aprendizados técnicos e momentos raros que permeiam a conversa e música de fundo ”.
Sobre Monique Dardenne
Monique Dardenne é formada em direito e atua no mercado musical há 20 anos como booker de artistas nacionais, internacionais, gestora e estrategista de carreiras e projetos artísticos, pesquisadora e curadora musical focada em inovação. Em 2013, foi responsável por trazer a a WebTV inglesa Boiler Room para o Brasil, atuando como Diretora Geral da operação no país ao longo de 3 ano, entregando 14 sessões espalhadas pelo país e a produção de um mini-documentário sobre o funk paulista assinado pela Kondzilla. Atuou como Label Manager na plataforma Skol Beats durante 2 anos, lançando trabalhos de artistas como Karol Conká, Tropkillaz, Mahmundi, Jaloo entre outros. Também fez parte do time de Érika Palomino, assumindo a curadoria de música do CCSP – Centro Cultural São Paulo, um dos aparelhos culturais públicos mais
importante do estado de SP.
Há 9 anos é co-fundadora e diretora do Women’s Music Event, um ecossistema musical que inclui a WME Conference, um banco de profissionais, o Selo IGUAL que chancela iniciativas que tem 50% de mulheres no seu corpo de trabalhadores e o WME Awards by Billboard, primeiro prêmio de música voltado às mulheres.
Ao longo de duas décadas com trânsito natural entre artistas, marcas, eventos e executivos, ela criou e liderou diversos movimentos que moldaram a indústria contemporânea e o M_AI nasce desse repertório e impulso, oferecendo ao mercado um lugar que ainda não existe, mas do qual todo mundo sempre precisou.

