Banda reuniu multidão no Furdunço, ao lado de Liniker, BNegão, Luedji Luna e Vandal indo de Ondina até a Barra
Ao lado de Liniker, Luedji Luna, BNegão, Vandal, do poeta Luiz Carlos Bahia e da fanfarra Fancomn, que tocou na concentração, o BaianaSystem iniciou sua caminhada de Carnaval com o Navio Pirata no último sábado (7), no Furdunço. Acompanhado do início ao fim por uma multidão, o trio fez o trajeto de Ondina até a Barra. Em uma parceria internacional com o British Council, o desfile teve realização da Saltur, da Prefeitura Municipal de Salvador, com patrocínio Neoenergia Coelba.
Agora, a pirataria volta a abrir caminho no mar de gente com o Navio Pirata no dia 13, no Circuito Barra Ondina. Nos dias 14 e 17, os desfiles acontecem no Campo Grande, e no dia 21 de fevereiro, como já é tradição, o BaianaSystem encerra seu Carnaval em São Paulo. No dia 16, a banda viaja a São Luís, para uma apresentação no Carnaval maranhense.
Sobre o Carnaval do BaianaSystem
Se em 2025 a banda deu voltas pelo mundo até o Grammy Latino, neste ano finca os pés na América Latina e no Caribe, com sua “Fanfarra Pirata”. A ideia das fanfarras vai conversar com a música coletiva das manifestações de rua, a música do Carnaval que é feita pelos músicos do Carnaval. No último dia 4, a banda lançou a “Mixtape Pirata Vol. 1″, com releituras e novas canções que dialogam com este contexto.
A fanfarra é a nova alma musical que reclama o seu lugar no universo do BaianaSystem, com o DNA das bandas marciais e das orquestras do interior. Ela dita/adianta o rumo do grupo na inserção mais profunda dos sopros e metais, aliados aos fios condutores da guitarra baiana, daqui pra frente.
“Fanfarra é inspirada em musicistas com quem tivemos a honra de tocar, e é também uma justa homenagem às diversas instituições e grupos espalhados pelo país, que são escola e representam uma memória coletiva da música brasileira”, diz Roberto Barreto, guitarrista do grupo. “No contexto do espetáculo, buscamos o sentido onde a “fanfare” representa o som, o ornamento melódico, ou ainda o trecho da cena onde os metais são protagonistas em uma ópera, ou em um disco, como em ‘O Mundo Dá Voltas’. Nas fanfarras brasileiras esse floreio é marcado pela percussão. Já aqui na Bahia, essa batida é afropercussiva, criando uma polivalência musical”, completa o músico.
Passado o Furdunço, já adentrando o Carnaval, este ano serão três saídas em Salvador e uma em São Paulo, fechando este ciclo. A simbologia do Carnaval deste ano estará diretamente conectada ao contexto mundial. É a hora de transformar o medo em coragem e lutar pela paz. A mensagem que não está na vitrine é a de que a ancestralidade será o nosso combustível para alcançar um futuro que o passado ainda não alcançou em novos carnavais. Que a força da luz deste Sol que banha a América Latina sirva como uma reza para que possamos continuar.

