Em 2026, o Ame Laroc Festival reafirmou sua posição como um dos maiores eventos de música eletrônica do Brasil durante o Carnaval. Com dois clubs — Ame e Laroc — e o espaço Spectrum dedicado ao psytrance, o festival mostrou diversidade sonora e reuniu grandes nomes da cena internacional e nacional, atraindo milhares de fãs apaixonados.
No sábado, um dos nomes que sempre atrai público, Vintage Culture, se apresentou no início da noite na Laroc, reafirmando seu status de ícone brasileiro e arrastando uma legião de fãs. Seu set foi um dos mais aguardados da noite, mostrando a força da cena nacional dentro de um lineup repleto de estrelas internacionais.
Entre as estrelas internacionais, o festival trouxe nada menos que Above & Beyond. O trio britânico, representado por Tony e Paavo, entregou um set carregado de emoção. Entre novidades e clássicos já consagrados como Thing Called Love, o público cantou em coro e vibrou com mensagens de amor projetadas no telão. Mais uma vez, o Above & Beyond provou por que é sinônimo de conexão e catarse coletiva.

Em seguida, Ben Gold encerrou a Laroc numa pegada mais acelerada, menos presa ao trance tradicional.
Enquanto isso, na Ame, que já havia passado pelo afro house com Curol, a pista seguia de Massano a Miss Monique em alta velocidade techno.
O festival, que conta com os dois clubs — Ame e Laroc — e o espaço Spectrum dedicado ao psytrance, mostra que a diversidade sonora pode reunir grandes nomes da cena internacional e nacional, atraindo milhares de fãs apaixonados.
Foi marcante ver a união de gerações e nacionalidades por lá, com Blazy, Wrecked Machines, Paranormal Attack, Freedom Fighters, entre tantos outros não menos marcantes.
Entre dias tão fortes, a sensação australiana Dom Dolla foi o grande destaque do domingo, sendo um Laroc exclusive em versão reduzida que mantinha a casinha quente para o grande encerramento de segunda-feira.

O grande debut da noite foi de Agents of Time, que até então somente havia se apresentado na Ame, mostrando uma sonoridade cada vez mais próxima do mainstream e conectada à cena nacional, mandando funk em um set não tão diferente de sua recente apresentação em São Paulo.
Falando em funk e influência brasileira nos DJs internacionais, Jamie Jones foi outro que arriscou uma mistura ousada em seu set na Ame, mostrando que a diversidade sonora pode unir vertentes e quebrar paradigmas.
A grande e mais que bem-vinda surpresa da noite foi uma dupla que mostrou como é possível agradar ao público brasileiro sem perder a essência da música eletrônica: Яuback.
Projeto formado pelos irmãos Lucas e Marcos, mais conhecidos como Dubdogz, em um ano em que completam 10 anos de história na cena e a menos de um mês para seu festival TRIIIPLE, dia 14 de março, na Laroc. Eles chegaram com grande responsabilidade: abrir a pista para ninguém menos que Steve Angello, que mais uma vez se superou.

Com um set longo até o amanhecer, apresentou mashups memoráveis como Show Me Love x Opus, transitando por todas as suas clássicas, relembrando os tempos áureos do Swedish House Mafia, mas também os projetos solo de seus companheiros — inclusive com a nova faixa de Ingrosso “A new day”.
Quem curtiu nossa joia nacional ANNA teve a oportunidade, antes de partir, de pegar o final da pista da Laroc em êxtase, com o festival que se prolongou um pouco mais, deixando o público com a sensação de missão cumprida.


