Com o objetivo detectar gravações criadas sem participação humana e garantir uma distribuição mais proporcional de royalties, a Associação Húngara de Gestão de Direitos de Artistas Intérpretes (EJI), entidade responsável pela arrecadação e distribuição de direitos no país, acaba de anunciar parceria com a Deezer, adquirindo os direitos de uso de sua solução de detecção de IA.
Com esse passo, o EJI se tornou a primeira organização de gestão coletiva húngara capaz de detectar a presença de inteligência artificial generativa em gravações disponibilizadas ao público.
O EJI protege exclusivamente performances humanas e não paga royalties por gravações criadas com o auxílio de inteligência artificial generativa. Até então, a aplicação prática desse princípio enfrentava desafios devido à dificuldade de detectar a presença de IA. Mais de 60.000 gravações com envolvimento de IA chegam diariamente à plataforma da Deezer, representando aproximadamente 39% do conteúdo diário disponibilizado.
A tecnologia da Deezer projetada para filtrar esse tipo de conteúdo, reconhece e sinaliza automaticamente gravações geradas por IA, aumentando a transparência para todos os participantes do mercado musical.
O EJI e a plataforma global concordam que a IA pode ter um impacto positivo na criação e no consumo de música, mas seu uso deve ser gerenciado de forma responsável e cuidadosa para proteger os direitos e a renda dos músicos.
Pál Tomori, diretor do EJI, celebrou o acordo: “Estamos trabalhando ativamente em soluções que protejam os artistas na competição contra as máquinas, e, para isso, filtrar gravações feitas por IA é necessário. No entanto, isso por si só não é suficiente, pois o treinamento de IA deve ser permitido apenas com o consentimento dos artistas e mediante compensação.”
“Uma música é uma criação humana e os detentores de direitos devem ser protegidos e na Deezer, esse tem sido nosso compromisso. Nos últimos anos, desenvolvemos a tecnologia de detecção de IA mais avançada da indústria — e hoje a disponibilizamos para todo o ecossistema musical. Temos o prazer do EJI se juntar a nós nesse movimento por mais transparência e pela proteção dos direitos dos criadores humanos”, afirmou Alexis Lanternier, CEO da Deezer.
O EJI e a Deezer trabalham juntos há quase uma década para criar um mercado de música online transparente que respeite os interesses de todas as partes.

