Algumas gravadoras nascem de um plano de negócios. Outras nascem de uma pista, uma viagem e uma decisão teimosa de transformar um momento em identidade. A Sant Lion Records entra no segundo grupo.
O selo foi fundado em 2019, no Rio de Janeiro, por Henrique Telles, o Be Lion. A ideia surgiu durante uma viagem a Ibiza, quando o artista decidiu criar uma gravadora que funcionasse como memória viva daquele mergulho na cultura clubber.
De lá pra cá, a Sant Lion foi construindo catálogo com uma direção bem definida. O primeiro braço sempre foi o Minimal Deep Tech, com foco em groove, pressão e funcionalidade de pista. Hoje, a gravadora soma 31 lançamentos e vive um momento de visibilidade importante: está na posição 56 do Beatport na categoria Hype Minimal Deep Tech, um termômetro que costuma chamar atenção de DJs e público que acompanham novidades do gênero.

Do Minimal ao House, sem perder o DNA
Expandir um selo nem sempre é sobre mudar de som. Muitas vezes é sobre aceitar que o mesmo DNA cabe em mais de uma pista. É exatamente esse o movimento da Sant Lion agora, com a criação do seu segundo braço: House Music.
A proposta não é abandonar o Minimal Deep Tech, que segue como base do catálogo sob direção de Be Lion. A mudança está em abrir espaço para uma curadoria dedicada ao House, com leitura própria e critérios claros, sem virar “vale tudo”.
Elisa Amaral entra no comando do House
Para liderar essa nova frente, a Sant Lion anuncia a chegada de Elisa Amaral. Além de DJ e produtora, Elisa tem uma trajetória forte como curadora artística e presença de palco, com passagem por grandes festivais e clubs no Brasil, além de uma rota internacional conectada ao Amsterdam Dance Event.
O peso dessa entrada vai além do currículo. Existe uma mensagem aqui: a nova frente do selo passa a ter uma mulher no comando, algo ainda raro em posições de decisão dentro da indústria de música eletrônica. Elisa assume a direção do House com a missão de construir um catálogo com identidade, critério e visão de pista.
Demos agora via Trackstack
Com a nova estrutura, a Sant Lion também atualiza o processo de recebimento de demos. A partir de agora, o envio passa a ser feito via Trackstack, centralizando as submissões e deixando o fluxo mais organizado.
A ideia é simples: quem quer mandar música precisa entender a direção do selo, absorver as referências e enviar faixas que realmente conversem com a proposta. Menos dispersão, mais precisão.

