{"id":8218,"date":"2026-03-09T15:56:00","date_gmt":"2026-03-09T18:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/djsound.com.br\/?p=8218"},"modified":"2026-03-09T14:04:05","modified_gmt":"2026-03-09T17:04:05","slug":"pesquisa-da-ubc-revela-que-mulheres-recebem-apenas-10-dos-direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/djsound.com.br\/?p=8218","title":{"rendered":"Pesquisa da UBC revela que mulheres recebem apenas 10% dos direitos autorais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Edi\u00e7\u00e3o 2026 do estudo &#8216;Por Elas Que Fazem a M\u00fasica' apresenta dados sobre a participa\u00e7\u00e3o da mulher na ind\u00fastria musical<\/em><br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pesquisa realizada pela Uni\u00e3o Brasileira de Compositores (UBC) revela que, em 2025, entre os 100 artistas com maior rendimento, apenas 11 s\u00e3o mulheres<\/em><br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>65% das mulheres afirmam j\u00e1 ter sido alvo de ass\u00e9dio no ambiente profissional da m\u00fasica<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A edi\u00e7\u00e3o 2026 do estudo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.canva.com\/design\/DAHCDd2-Rfg\/xYH4iTF8VY2xhZHs1Hjc8Q\/view?utm_content=DAHCDd2-Rfg&utm_campaign=designshare&utm_medium=link&utm_source=viewer\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><u>&#8220;Por Elas Que Fazem a M\u00fasica&#8221;,<\/u><\/a>&nbsp;lan\u00e7ado pela Uni\u00e3o Brasileira de Compositores (UBC), apresenta um retrato contundente da desigualdade de g\u00eanero na ind\u00fastria musical. O levantamento revela que as mulheres ainda recebem apenas&nbsp;<strong>10%<\/strong>&nbsp;do total distribu\u00eddo de direitos autorais no pa\u00eds, um dado alarmante que exp\u00f5e a estagna\u00e7\u00e3o na busca por equidade no setor. Al\u00e9m da disparidade financeira, o estudo tamb\u00e9m aponta a persist\u00eancia da discrimina\u00e7\u00e3o e do ass\u00e9dio, desafios que seguem limitando o avan\u00e7o feminino na m\u00fasica.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros relativos ao ano de 2025 refor\u00e7am essa desigualdade estrutural. Entre os<strong>&nbsp;100 maiores arrecadadores da UBC, apenas 11 s\u00e3o mulheres,<\/strong>&nbsp;evidenciando a baixa representatividade feminina no topo da cadeia de arrecada\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, a melhor coloca\u00e7\u00e3o feminina avan\u00e7ou do 21\u00ba para o 16\u00ba lugar, indicando que, embora a presen\u00e7a ainda seja pequena, as mulheres que chegam ao topo est\u00e3o melhor posicionadas.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar a distribui\u00e7\u00e3o de renda entre as mulheres por categoria, observa-se que as autoras se destacam, concentrando\u00a0<strong>73%\u00a0<\/strong>do total recebido pelas mulheres na UBC. Em contrapartida, as versionistas e produtoras fonogr\u00e1ficas registraram a menor participa\u00e7\u00e3o, representando apenas<strong>\u00a01%<\/strong>\u00a0cada da arrecada\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as int\u00e9rpretes corresponderam a\u00a0<strong>23%<\/strong>\u00a0e as m\u00fasicas executantes a\u00a0<strong>2%<\/strong>, demonstrando que, apesar de avan\u00e7os em algumas frentes, a presen\u00e7a feminina ainda precisa ser fortalecida em diversas \u00e1reas do setor musical.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"567\" src=\"https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-1024x567.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8219\" srcset=\"https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-1024x567.jpg 1024w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-300x166.jpg 300w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-768x425.jpg 768w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-150x83.jpg 150w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232-450x249.jpg 450w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140232.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dado que reafirma essa necessidade \u00e9 o crescimento de&nbsp;<strong>229%<\/strong>&nbsp;no n\u00famero de mulheres associadas \u00e0 UBC desde a primeira edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, em 2017, um salto expressivo que reflete o interesse e a busca por reconhecimento na ind\u00fastria, mas que ainda n\u00e3o se traduz de maneira proporcional nos rendimentos obtidos.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A distribui\u00e7\u00e3o regional das associadas da UBC mostra que o Sudeste, Nordeste e Sul continuam concentrando a maior parte das mulheres na m\u00fasica, somando juntas&nbsp;<strong>88%<\/strong>&nbsp;do total. O Sudeste segue na lideran\u00e7a, enquanto o Norte registra a menor participa\u00e7\u00e3o. Atualmente,&nbsp;<strong>60%<\/strong>&nbsp;das associadas est\u00e3o no Sudeste,&nbsp;<strong>17%<\/strong>&nbsp;no Nordeste,&nbsp;<strong>11%<\/strong>&nbsp;no Sul,&nbsp;<strong>8%<\/strong>&nbsp;no Centro-Oeste e apenas<strong>&nbsp;3%<\/strong>&nbsp;no Norte. A desigualdade geogr\u00e1fica refor\u00e7a a import\u00e2ncia de pol\u00edticas e iniciativas que promovam uma distribui\u00e7\u00e3o mais equilibrada e incentivem mulheres de todas as regi\u00f5es a ingressarem e prosperarem no setor musical.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8220\" srcset=\"https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-300x169.jpg 300w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-768x432.jpg 768w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-150x84.jpg 150w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247-450x253.jpg 450w, https:\/\/djsound.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/IMG_20260309_140247.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo ano tamb\u00e9m foi marcado por um aumento expressivo no cadastro de obras e fonogramas com participa\u00e7\u00e3o feminina. O n\u00famero de fonogramas registrados por produtoras fonogr\u00e1ficas cresceu&nbsp;<strong>13%<\/strong>, enquanto o de obras cadastradas por autoras e versionistas teve um aumento de&nbsp;<strong>12%<\/strong>, sinalizando um avan\u00e7o na presen\u00e7a das mulheres n\u00e3o apenas como int\u00e9rpretes, mas tamb\u00e9m nos bastidores da produ\u00e7\u00e3o musical.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0s fontes de arrecada\u00e7\u00e3o, os segmentos de R\u00e1dio e Show se destacaram como os mais lucrativos para as mulheres, representando cada um&nbsp;<strong>17<\/strong>% da arrecada\u00e7\u00e3o total feminina. Em seguida, vem o crescimento do streaming de m\u00fasica, com&nbsp;<strong>11<\/strong>%, J\u00e1 o Cinema ficou na outra ponta, com 0,5% da renda total das mulheres no setor.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>65% das mulheres afirmam j\u00e1 ter sido alvo de ass\u00e9dio no mercado da m\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ampliar o retrato tra\u00e7ado pelos dados do relat\u00f3rio, a UBC realizou um levantamento digital com foco em ass\u00e9dio, discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia no mercado musical, com a participa\u00e7\u00e3o de mais de&nbsp;<strong>280&nbsp;<\/strong>mulheres profissionais do setor.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As respostas, coletadas no primeiro trimestre de 2026, indicam a perman\u00eancia de pr\u00e1ticas mis\u00f3ginas e desigualdades que afetam diretamente a atua\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a das mulheres:<strong>&nbsp;65%<\/strong>&nbsp;relataram j\u00e1 ter vivido ass\u00e9dio no contexto profissional; com destaque para ass\u00e9dio sexual (74%), ass\u00e9dio verbal (63%) e ass\u00e9dio moral (56%); e 35% afirmaram ter enfrentado algum tipo de viol\u00eancia, sobretudo psicol\u00f3gica (72%), al\u00e9m de toque f\u00edsico sem consentimento (58%) e viol\u00eancia verbal (38%).<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os relatos tamb\u00e9m evidenciam padr\u00f5es de responsabiliza\u00e7\u00e3o e impactos na trajet\u00f3ria profissional. Para&nbsp;<strong>96%<\/strong>&nbsp;das respondentes, homens foram os autores das situa\u00e7\u00f5es vividas; 75% apontaram impacto emocional e metade (50%) disse ter se afastado de pessoas ou ambientes de trabalho. Ao mesmo tempo,&nbsp;<strong>49%<\/strong>&nbsp;afirmaram n\u00e3o ter buscado apoio ou n\u00e3o ter compartilhado o ocorrido, sinalizando barreiras para den\u00fancia e acolhimento.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No recorte de discrimina\u00e7\u00e3o,&nbsp;<strong>63%<\/strong>&nbsp;disseram ter sido ignoradas ou interrompidas em contextos profissionais, 59% receberam coment\u00e1rios que desqualificaram sua compet\u00eancia, 57% sentiram cobran\u00e7a maior para provar capacidade e 52% tiveram cr\u00e9ditos omitidos ou minimizados, com reuni\u00f5es de neg\u00f3cio (45%), bastidores de shows (31%), passagem de som (27%) e processos de contrata\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o de equipe (26%) como os ambientes mais associados a preconceitos e barreiras.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa tamb\u00e9m destaca o impacto da maternidade:&nbsp;<strong>60%<\/strong>&nbsp;das mulheres com filhos afirmam que a carreira foi afetada, principalmente por menos convites e oportunidades, menos viagens\/turn\u00eas e coment\u00e1rios preconceituosos sobre dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as participantes, 45% se identificam como profissionais do mercado musical, 25% como compositoras, 22% como int\u00e9rpretes e 8% como musicistas executantes; 37% atuam h\u00e1 21 anos ou mais no setor. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda,&nbsp;<strong>55%<\/strong>&nbsp;t\u00eam a m\u00fasica como principal fonte de sustento, enquanto 29% n\u00e3o dependem da m\u00fasica como renda principal e 16% afirmam ter renda parcialmente vinculada \u00e0 atividade musical.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os relatos coletados pela pesquisa ilustram a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Uma profissional, que preferiu manter o anonimato, contou:<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um produtor de um grande festival do Nordeste, num comprimento passou a m\u00e3o com vontade na minha cintura e subiu at\u00e9 o seio. Na hora fiquei sem rea\u00e7\u00e3o. Meu companheiro viu a cena e ficou perplexo. N\u00e3o me manifestei para n\u00e3o fechar uma porta, para que no momento oportuno, eu use a minha voz no palco.&#8221;<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a letrista&nbsp;Iara Ferreira&nbsp;relatou:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um m\u00fasico 30 anos mais velho que eu, que eu admirava e super celebrado no meio, me convidou para compormos juntos. Quando cheguei a sua casa, havia uma cena preparada para um encontro amoroso (vinho, flores&#8230;) e ele se &#8216;declarou' dizendo que ele mesmo j\u00e1 tinha feito a letra que tinha me pedido pra fazer, e era dedicada a mim. Me senti completamente desrespeitada e humilhada como profissional. Passei um bom tempo duvidando de minha capacidade, pensando que os homens que se aproximavam de mim dizendo que gostavam de meu trabalho, na verdade o faziam com segundas inten\u00e7\u00f5es. Essa foi apenas uma de v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es ao longo desses 15 anos trabalhando como letrista.&#8221;<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em busca do equil\u00edbrio de g\u00eanero, entidade tem mais 57% de postos de lideran\u00e7a ocupados por mulheres<\/strong><br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do cen\u00e1rio desafiador, a UBC tem se destacado como uma entidade comprometida com a equidade de g\u00eanero. Atualmente,&nbsp;<strong>100<\/strong>% das filiais da entidade s\u00e3o gerenciadas por mulheres. Al\u00e9m disso,&nbsp;<strong>59%<\/strong>&nbsp;da equipe \u00e9 composta por mulheres, e elas ocupam&nbsp;<strong>57%<\/strong>&nbsp;dos cargos de lideran\u00e7a. Em 2023, a organiza\u00e7\u00e3o deu um passo significativo ao eleger&nbsp;<strong>Paula Lima<\/strong>&nbsp;como sua primeira Diretora-Presidenta, reafirmando o compromisso com a valoriza\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a feminina e a busca por mudan\u00e7as estruturais na ind\u00fastria da m\u00fasica.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Paula Lima&nbsp;<\/strong>destaca a import\u00e2ncia do estudo como um instrumento de transforma\u00e7\u00e3o:<br>&#8220;O relat\u00f3rio Por Elas Que Fazem a M\u00fasica 2026 revela que o crescimento da presen\u00e7a feminina na UBC \u00e9 resultado de um processo cont\u00ednuo de transforma\u00e7\u00e3o e de um compromisso real com a equidade. O crescimento acumulado de 229% traduz n\u00e3o apenas a amplia\u00e7\u00e3o de oportunidades e realiza\u00e7\u00f5es, mas representa para al\u00e9m de n\u00fameros, hist\u00f3rias, trajet\u00f3rias e conquistas de mulheres que h\u00e1 anos lutam por espa\u00e7o, reconhecimento e voz. \u00c9 o reconhecimento do papel essencial das mulheres na constru\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira. Fazer parte dessa caminhada e presidir a UBC neste momento hist\u00f3rico \u00e9, para mim, uma honra profunda e uma grande responsabilidade. Significa reafirmar o compromisso de fortalecer pol\u00edticas de inclus\u00e3o, valorizar o talento feminino e contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria musical cada vez mais diversa, justa e verdadeiramente representativa&#8221;, afirma.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para&nbsp;<strong>Fernanda Takai<\/strong>, diretora da UBC, o crescimento no n\u00famero de associadas e a forte presen\u00e7a das autoras s\u00e3o sinais positivos. &#8220;Chegamos a mais um relat\u00f3rio sobre a presen\u00e7a feminina da UBC e temos a certeza de que h\u00e1 um caminho enorme a percorrer. Embora os n\u00fameros estejam se expandindo &#8211; autoras, versionistas, int\u00e9rpretes, musicistas e produtoras ocupam apenas 17% da base total da associa\u00e7\u00e3o &#8211; e constatamos recortes muito claros sobre concentra\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e tamb\u00e9m et\u00e1ria. Abrimos 2026 mirando um futuro que espelhe nossa cultura interna, onde as mulheres ocupam 59% no quadro geral de funcion\u00e1rios e maioria absoluta nos cargos de lideran\u00e7a. A ind\u00fastria da m\u00fasica precisa ser mais representativa e n\u00e3o vamos perder esse foco&#8221;, sinaliza Takai.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mila Ventura<\/strong>, gerente de comunica\u00e7\u00e3o e marketing e coordenadora do projeto, afirma: &#8220;A import\u00e2ncia do Relat\u00f3rio Por Elas Que Fazem a M\u00fasica, n\u00e3o s\u00f3 na nossa ind\u00fastria, mas na sociedade como um todo, nos motiva a seguir acompanhando e fomentando a presen\u00e7a feminina na m\u00fasica. Ele transforma em n\u00fameros o que vivemos diariamente. Ao amplificar vozes e gerar um espa\u00e7o seguro para o compartilhamento de quest\u00f5es de viol\u00eancia, de todos os tipos, e discrimina\u00e7\u00e3o, multiplicamos a nossa for\u00e7a e tamb\u00e9m nos reconhecemos em sutilezas desconfort\u00e1veis, lugares em que, infelizmente, toda mulher j\u00e1 esteve ao menos uma vez na vida, e que precisam ser ditos e debatidos. A UBC segue na sua miss\u00e3o de valorizar, fortalecer e ampliar a equidade de g\u00eanero na ind\u00fastria musical.&#8221;<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa Por Elas Que Fazem a M\u00fasica 2026 est\u00e1 dispon\u00edvel na \u00edntegra no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ubc.org.br\/\" rel=\"noreferrer noopener\" target=\"_blank\"><u>site da UBC<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a UBC:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A UBC \u2013 Uni\u00e3o Brasileira de Compositores \u2013 \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, dirigida por autores, que tem como objetivo principal a defesa e a promo\u00e7\u00e3o dos interesses dos titulares de direitos autorais de m\u00fasicas e a distribui\u00e7\u00e3o dos rendimentos gerados pela utiliza\u00e7\u00e3o das mesmas, bem como o desenvolvimento cultural. Fundada em 1942 por grandes nomes da m\u00fasica, a UBC atua at\u00e9 hoje com dinamismo, excel\u00eancia em tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia, representando no Brasil e no exterior mais de 70 mil associados. Sendo a mais antiga das sociedades do Brasil, rege, junto a outras sociedades cong\u00eaneres, o Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o \u2013 ECAD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o 2026 do estudo &#8216;Por Elas Que Fazem a M\u00fasica&#8217; apresenta dados sobre a participa\u00e7\u00e3o da mulher na ind\u00fastria musical&nbsp; Pesquisa realizada pela Uni\u00e3o Brasileira de Compositores (UBC) revela que,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8221,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[10],"class_list":["post-8218","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-news","tag-trending"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8218"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8218\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8222,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8218\/revisions\/8222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/djsound.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}