mento de fronteiras nos mapas”.
Um disco produzido e gravado de forma independente, por quase dois anos, aos poucos e aos muitos, entre Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo e Recife, com participações de músicos de todos esses lugares e mais alguns, como Olinda, Juazeiro, Feira de Santana, Rio de Janeiro…
Um trabalho em trânsito e transição, sobre cidades e pessoas, o primeiro álbum com a assinatura BUHR, não mais “Karina Buhr”, em que elu se mostra parte de mais um debate político sobre feminismo e arte, do seu lugar de pessoa não binária.
BUHR, que assina a direção artística e produção musical junto com Rami Freitas, toca percussão em algumas faixas e segue tendo o tambor como instrumento principal para compor, junto com a voz, mesmo nas faixas que não tem percussões orgânicas nos arranjos finais. A métrica não convencional é fator determinante na personalidade de suas composições, fincadas na oralidade, com uma estranheza que lhe é peculiar, ao passo que existe, com propriedade, no universo pop. Aqui também entramos em contato de novo com uma característica importante de seu trabalho com momentos em que canta enredos tensos e ferozes com melodias quase doces.
As letras falam das dores e conflitos das cidades e das pequenas novelas cotidianas e angústias das personagens, “que somos eu, você, que são muitas”. É um disco com onze faixas, todas com letras e músicas autorais, sendo uma delas, “Desmotivacional”, em parceria com Russo Passapusso e com participação dele nos vocais e coprodução. Outras participações especiais são Josyara e Negadeza, que cantam e tocam na faixa “Oxê”, e Moon Kenzo, que canta em “70 Cigarros”.
Maestro Ubiratan Marques toca sintetizadores e assina arranjos de metais em “Voaria” e “Desmotivacional” e do violoncelo tocado por Janice Brandão, em “Seilasse”. Arto Lindsay toca guitarra em “Seilasse” e “Feixe de Fogo”, Fernando Catatau em “Feixe de Fogo” e “Ânsia”, Edgard Scandurra em “Anzol”, “70 Cigarros” e “Chão Frio”. Rami Freitas toca as baterias e drum machines de todas as faixas do disco e também algumas guitarras, percussões e sintetizadores. Dadi toca baixo em “Motor de Agonia”. Entre convidades que abrilhantam o disco estão também Susannah Quetzal, Rosa Denise, Izma Xavier, Nilton Azevedo, João Teoria, Regis Damasceno, Briar Aguarrás, MAU e Plínio Câmara.
A capa tem foto de Priscilla Buhr, direção de criação e design de Guile Farias e direção de arte de biarritzzz. O disco é um lançamento do selo paulista Sound Department.

Ouça aqui:
Assista o clipe de “Feixe de Fogo”:

