Enquanto muitos insistem em dizer que a “Era de Ouro” do EDM ficou no passado, uma nova geração de artistas brasileiros está provando que o gênero não só está vivo, como se renova com uma sofisticação melódica impressionante. No centro desse movimento está M4RI (Mari Carrilho), nome que tem se tornado onipresente nos line-ups de peso e nas conversas de quem acompanha o Progressive House de alta linhagem.
Com uma presença de palco magnética e uma técnica apurada, M4RI não é apenas mais um nome na cabine; ela é uma curadora de emoções. Seus sets são construídos sob a premissa do storytelling, guiando o público por jornadas que resgatam a energia dos grandes mainstages mundiais, mas com um toque autoral e contemporâneo que é raridade na cena atual.

Do Suporte de Gigantes à Festa Autoral
O currículo de M4RI fala por si só. Recentemente, a DJ teve a honra de assinar o opening set para ninguém menos que Steve Angello em São Paulo, uma tarefa de alta responsabilidade onde entregou uma progressão impecável, respeitando o legado do mestre sueco sem perder sua identidade. Além de Angello, ela já dividiu o palco com ícones como Third Party, DubVision, Matisse & Sadko e Sick Individuals — nomes que são a espinha dorsal do som que ela defende com maestria. M4RI se apresenta essa semana (1/maio) na LAROC abrindo o line up para Axwell, integrante do Swedish House Mafia que dispensa qualquer comentário.
Mas M4RI não quer apenas ocupar espaços; ela quer criar os seus. Em 2025, ela lançou o projeto BUZZIN’, sua própria festa autoral, consolidando sua posição como líder de movimento e não apenas como performer.
“Easy To Love” e o Futuro Autoral
Se 2025 foi o ano da ascensão nos palcos, 2026 marca sua consolidação criativa no estúdio. Seu primeiro release oficial, “Easy To Love” (uma colaboração com Rebborn e n4ja), deu o tom do que está por vir: melodias poderosas, vocais marcantes e aquela vibração que faz o público fechar os olhos e levantar os braços.
M4RI é hoje uma das poucas mulheres no mundo a carregar a bandeira do Progressive House com tanta propriedade. Em um mercado muitas vezes saturado por fórmulas prontas, ela se destaca pela “obsessão” pelo estudo da música e por uma sensibilidade rara em ler a pista, fruto de quem cresceu sentindo a energia da cultura clubber como fã antes de assumir o controle dos decks.
O Que Esperar de M4RI em 2026?
Brazilian Prog Movement: Atuação ativa no fortalecimento do gênero no Brasil ao lado de parceiros como K1LO e CMAX.
Novas Produções: Uma agenda focada em lançamentos autorais que prometem levar o som brasileiro para as playlists internacionais.
Conexão Real: A manutenção de sua marca registrada: sets com começo, meio e fim, focados na conexão humana e na emoção pura.
Para quem busca o frescor do EDM aliado à profundidade do Progressive House, M4RI é, sem dúvida, o nome para ficar de olho nos próximos grandes festivais.
Acompanhe M4RI nas redes: @maaricarrilho

