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Lançamentos

Michael Jackson, chega aos cinemas o filme “Michael”

By Conteúdo Digital28 abril, 2026Nenhum comentário20 Mins Read
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Michael é o retrato cinematográfico da vida e do legado de um dos artistas mais influentes que o mundo já conheceu.


O filme conta a história da vida de Michael Jackson além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu extraordinário talento como líder do The Jackson 5 até o artista visionário cuja ambição criativa alimentou uma busca incansável para se tornar o maior artista do mundo.


Com destaque para a vida do ícone da música fora do palco e algumas das performances mais icônicas de seu início de carreira solo, Michael dá ao público um lugar na primeira fila para ver Michael Jackson como nunca se viu antes. É aqui que a história do grande astro começa.


Michael é estrelado por Jaafar Jackson em sua estreia no cinema, Nia Long (série Empire: Fama e Poder, franquia Amigos Indiscretos), Laura Harrier (Infiltrado na Klan, Homem-Aranha: De Volta ao Lar), Juliano Krue Valdi (The Loud House: O Filme, Arco), com Miles Teller (Top Gun: Maverick, Whiplash: Em Busca da Perfeição) e o ator duas vezes indicado ao Oscar, Colman Domingo (Sing Sing, Rustin).


Dirigido por Antoine Fuqua, o premiado cineasta de Dia de Treinamento, Invasão à Casa Branca e a franquia O Protetor, a partir do roteiro de John Logan (Gladiador, O Aviador), três vezes indicado ao Oscar, Michael foi produzido pelo vencedor do Oscar, Graham King (Os Infiltrados, Bohemian Rhapsody), John Branca (produtor executivo de Michael Jackson's This Is It, Thriller 40) e John McClain (produtor executivo de Michael Jackson's This Is It e Michael Jackson Live at Wembley 16 de julho de 1988).


A equipe de produção criativa do diretor Antoine Fuqua nos bastidores de Michael inclui o diretor de fotografia Dion Beebe (Chicago, Memórias de uma Gueixa), vencedor do Oscar; a designer de produção Barbara Ling (Era Uma Vez em… Hollywood, Tomates Verdes Fritos), vencedora do Oscar; os editores vencedores do Oscar, John Ottman (Bohemian Rhapsody, departamento musical de Os Suspeitos), Harry Yoon (Minari – Em Busca da Felicidade, Treta), Conrad Buff (Titanic, O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final) e Tom Cross (La La Land: Cantando Estações, Whiplash: Em Busca da Perfeição); a figurinista Marci Rodgers (Infiltrado na Klan, Ela Quer Tudo); e a diretora de elenco Victoria Thomas, CSA (Era Uma Vez em… Hollywood, Django Livre), vencedora do Emmy.


A Universal Pictures apresenta, em associação com a Lionsgate, uma produção GK Films e Optimum, Michael será distribuído internacionalmente pela Universal Pictures, e nos Estados Unidos e Japão, pela Lionsgate, com estreia no dia 23 de abril de 2026.

SOBRE A PRODUÇÃO

OS BASTIDORES

Quando Michael subia ao palco, o mundo parava. Ele estava conectado diretamente ao ritmo e à alma da sua época, o maior entertainer. Um cantor que transforma a melodia em pura emoção. Um visionário que funde som e espetáculo. Um pioneiro que quebrava barreiras, sabia se reinventar e nos fez questionar o que víamos no espelho. Mas, entre todas as performances icônicas e canções imortais de Michael Jackson, talvez seu maior legado seja a corrente elétrica de energia alegre que ele continua a liberar no universo.


Esse combustível criativo queima no coração de Michael, retrato imersivo e emocionante de como o antigo prodígio infantil se transformou no inegável Rei do Pop. Uma experiência de cortar o fôlego, cheia de música, dança e momentos destinados a serem íntimos para o público, esta é uma história de origem diferente. É o nascimento do primeiro megastar moderno do mundo. Mas, também, é o início de uma visão pessoal de esperança, perseverança e de um mundo unido sob um ritmo capaz de desencadear um terremoto cultural que continua a reverberar ainda hoje.
Para o diretor Antoine Fuqua e o produtor Graham King, o objetivo de Michael era simples, mas épico: dar ao público um lugar na primeira fila para ver um dos artistas mais influentes e criativos já vistos.


O filme mergulha na realidade visceral de Michael, desde o dia em que The Jackson 5 foi formado até o lançamento de sua carreira solo para a estratosfera e acompanha sua trajetória enquanto ele encontrava e lutava por sua visão criativa, derrubava muros de desigualdade e estabelecia novos códigos culturais. Fica exposta sua busca conflituosa por liberdade e conexão. Mas no palco, Michael encontra ambos, trocando níveis astronômicos de energia com plateias em êxtase.


O diretor Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, Matadores Substitutos, Lágrimas do Sol, Rei Arthur, Os Donos da Rua, Invasão à Casa Branca, Sete Homens e um Destino, a franquia O Protetor, série O Dono de Kingstown) dá vida a tudo isso com um elenco e uma equipe de grande talento. Tudo gira em torno da estreia hipnotizante de Jaafar Jackson interpretando seu tio em uma homenagem comovente que se tornou uma grande jornada de descobertas por si só. Toda a produção assumiu o espírito de Jackson de mirar para o alto na direção das estrelas. “Ver Michael se reinventar e se recusar a ser resumido a um rótulo foi uma enorme inspiração para minha própria carreira, assim como foi para tantos. Para mim, ver o que Michael conquistou significou que não havia limites”, reflete Fuqua.
Para o produtor vencedor do Oscar, Graham King (Os Infiltrados, 2026), líder do projeto, a chance de trazer uma mistura de gerações para os cinemas foi empolgante: “Ninguém jamais reúne tantas pessoas diferentes através da música quanto Michael, e levamos essa ideia a sério. Mas há uma nova geração que nunca teve a chance de vê-lo se apresentar ao vivo, o que nos motivou a tentar dar vida aos seus momentos mais icônicos com toda a escala, todo o escopo e amor que vimos Michael colocar em tudo o que fez”.


A música, os movimentos, o estilo e a atitude de Michael passaram a ter sentidos distintos para bilhões de pessoas de todas as origens e cantos do mapa. Mas ninguém poderia ter previsto, em 1967, quando o The Jackson 5 começou se apresentar no Chitlin Circuit na era da segregação, que o vocalista preto de nove anos do grupo logo se tornaria uma das celebridades mais hipnotizantes daquela época.


Para Fuqua, “o que torna Michael singular é sua capacidade de imaginar. Ele via além do que a maioria das pessoas viam. Sua voz, sua dança, a forma como se conectava influenciaram tantos artistas hoje, mas nunca haverá outro Michael”.


De fato, Jaafar Jackson nunca tentou se passar por Michael. Em vez disso, ele se propôs a canalizar a essência e o enigma de seu tio à sua maneira. “Estude os grandes e torne-se maior”, Michael costumava dizer. Fiel a essa ideia, Jaafar encarou o papel com um compromisso intransigente de pesquisar, ensaiar e explorar.


Ao longo de uma preparação de dois anos, ele dançou todos os dias até os pés ficarem dormentes, sentando-se apenas para mergulhar de cabeça nos escritos privados e nas pilhas de filmagens de Michael. Uma vez no set, apoiado por um elenco liderado por Colman Domingo, Nia Long, Juliano Valdi, KeiLyn Durrel Jones, Laura Harrier e Miles Teller, Jaafar se tornaria impressionante na forma como filtrava a luz mágica de Michael através da sua própria.


“O que te atrai para o mundo de Michael é a autenticidade absoluta de Jaafar”, diz Fuqua: “Todos concordamos que não poderia haver imitação do Michael. Em vez disso, o que Jaafar conseguiu foi estar completamente presente e trazer aquele mesmo espírito positivo que vimos Michael trazer para tudo o que ele fez. É algo que você pode sentir”.


O diretor continua: “Em toda cena de concerto, eu queria que o público sentisse que está bem ali, o mais próximo possível de Michael. Para os fãs, esses momentos lembram não só quem Michael era, mas quem você era quando ouviu essas músicas pela primeira vez. E para quem está descobrindo Michael, eles são uma revelação”.


Michael se inspirou no cinema, um reino de fantasia para o qual já escapava ainda criança. Dizia-se frequentemente que ele abordava o palco como um cenário de filme. Para a produção, havia a sensação de fechar o ciclo ao direcionar as câmeras para sua vida e arte de uma forma novas. O supervisor musical John Warhurst afirma: “Em nossas sequências de concerto, é como se você estivesse preso à câmera, voando pelo estádio. Você está com Michael no palco um minuto, e na plateia no minuto seguinte. Ninguém nunca viu uma apresentação dele assim antes. Mesmo que você tivesse a sorte de ver Michael ao vivo, você o verá e ouvirá de um jeito que ninguém jamais viu”.


O produtor Graham King conclui: “Mais de 400 pessoas colocaram sua energia e seu coração para tornar Michael uma experiência que vai encantar tanto os fãs quanto um público mais amplo. A história é muito divertida porque Michael era muito divertido. Ao mesmo tempo, você tem um novo olhar de como Michael se tornou quem ele era, uma janela para seus relacionamentos com os pais, com os irmãos, com seus animais e com a música que mudou o mundo”.

O HOMEM POR TRÁS DA MÚSICA

Graham King – o produtor vencedor do Oscar com Os Infiltrados (Melhor Filme, 2006), que recebeu indicações na mesma categoria por O Aviador (2004), A Invenção de Hugo Cabret (2011) e Bohemian Rhapsody (2018) – é conhecido por ousar encarar cinebiografias sobre lendas cujos mitos cresceram tanto que quase eclipsaram o frágil ser humano dentro deles: “Seja Howard Hughes, Freddie Mercury ou Muhammad Ali, sempre me interesso pelo lado humano e oculto dos ícones que as pessoas nunca viram antes”.


Após Bohemian Rhapsody, King recebeu um mar de propostas para cinebiografias musicais. Mas a pergunta que rodopiava em sua mente era: “Para onde eu posso ir depois de Freddie Mercury?”. Ele foi direto para a ideia mais ousada. Como conhecia a família Jackson desde 1981 e era fã de longa data de Michael, ele sabia que explorar o fenômeno do superstar talvez mais indefinível de todos os tempos poderia ser assustador.


Ele começou a desenvolver um roteiro com alguém que ele sabia que tinha talento para contar histórias e encontrar um caminho para a vastidão da vida de Michael: o roteirista três vezes indicado ao Oscar e dramaturgo vencedor do Prêmio Tony, John Logan (007 – Operação Skyfall, O Aviador, Gladiador).


Logan queria ir além das grandes conquistas — um bilhão de discos vendidos mundialmente, 26 Prêmios American Music, 13 Prêmios Grammy e mais de 30 recordes do Guinness (incluindo o de Artista Mais Bem-sucedido de Todos os Tempos), os prêmios humanitários e o Hall da Fama — para olhar quem Michael queria ser e o que ele passou a representar para aqueles que diziam que ele os transportou para outro mundo. Em vez de tentar comprimir toda a existência de Michael Jackson, o roteiro focou nos seus anos mais transformadores: sua evolução de um garoto sensível que cresceu sob o olhar público para um jovem em chamas, em busca da verdadeira liberdade artística para um público global que nunca tinha visto nada como ele.
“O que estava por trás de tudo isso era o coração pulsante de um homem que queria trazer alegria. Ele acreditava profundamente em sua música como um ato espiritual, e no fato de que ele realmente sentia que essas músicas poderiam unir o mundo inteiro e curar o mundo de certa forma”, afirma o roteirista.


Para entender essa vida interior, Logan mergulhou em pesquisas, incluindo o estudo de artefatos escritos do arquivo privado fornecido pelo Espólio de Michael Jackson: “Então, quando comecei a olhar para a vida do Michael, fiz a pesquisa como um dramaturgo pesquisando material histórico. Entrei e li tudo, tanto o material sobre Michael quanto as centenas de páginas de anotações que ele escreveu para si mesmo, notas inspiradoras, letras de músicas. Como uma música como “Beat It” passou de uma ideia inicial para uma apresentação final?” A partir desse processo, Logan começou a moldar os momentos musicais do filme não apenas como espetáculo, mas como viradas narrativas: “Cada música escolhida e cada apresentação dramatizada que escolhemos foi feita para levar e acompanhar Michael em sua jornada pessoal”.


Segundo Logan, essa jornada traça, em última análise, um arco claro e envolvente: “Para mim, foi uma jornada muito simples, de um homem que precisava se tornar livre. Porque ele veio do nada, em Gary, teve uma relação difícil com o pai, e o The Jackson 5 o tornou uma superestrela global quando ele tinha dez anos. O resto da vida dele teve a ver com ser livre e finalmente ser Michael Jackson, o artista solo. Então, para mim, é uma história alegre, sobre criatividade. Como escritor, era algo irresistível”.


“Esta é uma viagem emocional por tudo o que envolveu a ascensão de Michael como o Rei do Pop. É tão animada quanto ele era, uma história que achamos que faria as pessoas dançarem e rirem nos corredores das salas de cinema”, diz King: “Eu queria que o mundo visse onde tudo começou — desde suas raízes no The Jackson 5 até o lançamento de sua carreira solo — e revelasse as batalhas pessoais pela liberdade criativa e pessoal que alimentaram seu fogo. Apesar de tudo isso, sua paixão e determinação incansável deram ao mundo algumas das melhores músicas já feitas”.
Roteiro encaminhado, agora era a hora da busca por um diretor cuja energia combinasse com o empreendimento grandioso — e que pudesse trazer uma abordagem condizente com Michael. King se reuniu com diretores que apresentaram planos elaborados. Mas foi o amor puro de Antoine Fuqua pela música de Michael que conquistou o produtor, uma paixão que ele sabia que poderia levar o filme até a produção.


“Antoine e eu nos conectamos instantaneamente em um nível criativo”, lembra King: “Ele é uma das pessoas mais gentis que você poderia conhecer. Mas o que mais me atraiu foi como ele conta uma história e consegue alcançar as gerações mais jovens”.


Fuqua já conhecia Jackson do jeito que muitos conheciam—como trilha sonora para sua própria passagem à idade adulta. Ele sempre percebeu a vida de Michael como puro cinema: “Desde a primeira vez que vi Michael quando criança em Pittsburgh, ele era épico, extraordinário, e essa é a lente pela qual o vi. Mas isso só tornou a ideia de Graham e John, de revelar o ser humano dentro e por trás do mito, mais interessante. Adorei a ideia de ancorar essa enorme jornada musical em uma experiência que seja pessoal e íntima para cada membro da plateia”.


O foco na ascensão de Michael Jackson nos anos entre a assinatura do The Jackson 5 com a Motown e o lançamento estrondoso de “Off The Wall” no início de sua carreira solo despertou um interesse especial, explica o cineasta: “Acho que não dá para entender completamente o Michael como pessoa sem voltar a como ele descobriu sua direção criativa. Você vê como ele estava dividido entre o amor pela família e a vontade de criar sua própria arte, como lutava contra a solidão enquanto buscava liberdade.

Este filme te guia pelo processo necessário para a decolagem dele”.
A produtora executiva Lydia Silverman diz: “Sempre soubemos, John, Graham e eu, que precisávamos começar do início, que a história deveria acompanhar Michael crescendo com seus irmãos e depois sua liberdade pessoal e criativa para encontrar sua própria voz e sair para o mundo… Michael, embora seja um filme sobre uma superastro, é na verdade uma história familiar”.


Ela acrescenta que, no fundo, o filme pretende retratar Michael Jackson como um ser humano que enfrenta os desafios do amadurecimento: “É sobre crescer com sua família e depois sair para o mundo, longe da rede de segurança que eles te deram, o que pode ser de fato assustador, mas a esperança é que o público veja Michael como um ser humano”.


O Espólio de Michael Jackson permitiu que a produção chegasse aos espaços reais onde Michael escrevia suas músicas, fundindo a vida real com o cinema: “Prince Jackson, filho de Michael, juntou-se a nós como produtor executivo, e esteve no set todos os dias trazendo sua energia incrível”. Para Fuqua, “estar cercado de pessoas que amavam Michael não só foi inspirador como nos deu acesso a informações internas que nunca conheceríamos de outra forma”.
Os laços familiares tornaram-se não apenas um tema, mas o núcleo do filme, enquanto a busca de vários anos para o elenco ideal completou outro ciclo de volta para casa com Jaafar, sobrinho de Michael, filho de Jermaine Jackson e Alejandra Genevieve Oaziaza. Jaafar nunca foi um grande sucesso. Embora fosse um cantor talentoso, ele nunca havia atuado antes e não era um dançarino profissional. Ninguém sabia o que poderia acontecer quando ele ficasse na frente das câmeras. Mas, também, ninguém poderia ignorar a mistura familiar de faísca e ternura de Jaafar. Além disso, Jaafar parecia ter a incansável ética de trabalho de Michael, colocada a serviço de uma transformação surreal.

Michael Jackson
Jaafar Jackson

Nos primeiros dias da escalação do elenco de Michael, Jaafar Jackson nunca se imaginou na disputa. Embora as pessoas frequentemente comentassem que ele se parecia muito com seu lendário tio, ele sabia que incorporar as habilidades incandescentes e as identidades mutáveis de Michael era uma responsabilidade que faria até os atores mais experientes hesitarem. Ele confessa: “Quando ouvi falar do filme pela primeira vez, eu definitivamente não pensei: ‘Eu vou interpretar o Michael’. Eu nunca sequer sonhei em ser ator. Meu primeiro pensamento foi: ‘Quem será que vai interpretar o Michael?’”.


Ao mesmo tempo, Jaafar observava seu tio muito de perto: “Quando criança, eu era obcecado por ele. Eu me sentava em frente à TV, na mesma sala onde Michael assistia aos vídeos das suas turnês e clipes, e apenas o estudava. Eu não conseguia entender o que realmente era, mas sabia que queria estar imerso naquela energia impressionante”.


Mas o produtor Graham King foi atingido por um instinto avassalador de encontrar uma promessa, algo que só sentiu algumas vezes em uma carreira tão premiada: “Não tinha a ver com o que Jaafar dizia ou mesmo com o olhar dele. Era apenas uma sensação de certeza tão forte que eu não conseguia ignorar. Senti algo parecido quando Rami Malek entrou no meu escritório e disse: ‘Eu adoraria interpretar Freddie Mercury’, mas em um nível totalmente novo. Havia algo tão espiritual em Jaafar que só de conversar com ele sobre Michael eu ficava emocionado. Analisamos quase 200 atores ao redor do mundo, e ninguém conseguiu superar Jaafar”.


Lydia Silverman confirma que a equipe sentiu algo especial em Jaafar Jackson na primeira vez que o conheceu: “Eu soube na mesma hora o que Graham sentiu na primeira vez que conheceu Jaafar. Ele tem uma aura especial, essa alma única que tem a habilidade de canalizar naturalmente seu tio”. A produtora executiva afirma ainda que Jaafar construiu essa conexão natural por meio de uma preparação intensa, enfatizando o quanto se dedicou ao papel: “Nunca vi ninguém trabalhar tão duro quanto Jaafar”.


O diretor Antoine Fuqua ficou igualmente encantado na presença de Jaafar: “Quando o conheci, achei que Jaafar devia estar atuando porque ele era exatamente como o Michael, com aquela alma gentil. Então percebi que é de fato quem ele é. Logo depois, fizemos um teste de tela com cabelo e maquiagem, e o quanto ele parecia com o Michael nos assustou a todos. Quando fizemos perguntas a ele no personagem, suas respostas foram tão lindamente poéticas, do mesmo jeito de Michael, que nosso diretor de fotografia Dion Beebe, Graham e eu ficamos com lágrimas nos olhos”.


Depois que Jaafar tomou a decisão de aceitar o papel, seu compromisso foi absoluto: “Fui incansável e ensaiei todos os dias, hora após hora, por dois anos até realmente acreditar no que via no espelho”, diz Jaafar. Ele fez rigorosas aulas de dança com a equipe de coreografia inventiva Rich + Tone Talauega, originalmente descobertos por um dos coreógrafos de Michael, que dançou e fez turnê com Michael a partir da turnê HIStory, em 1996; trabalhou com um professor de atuação; e começou a dormir e ensaiar no antigo quarto de Michael na casa da Hayvenhurst Avenue, em Encino.
Para os produtores, os nervos estavam à flor da pele durante a preparação de Jaafar. King lembra: “No começo, Rich + Tone me disseram que não tinham certeza se conseguiriam levar Jaafar até onde ele precisava chegar porque os movimentos de Michael eram inimitáveis. Mas quando contei isso para Jaafar, ele disse: ‘Por favor, só me dê um tempo’, E foi isso que fizemos”.
Com esse tempo, Jaafar se esforçou de corpo e alma com uma disciplina incomum de tão feroz. À medida que ele fazia isso, seu esforço também lhe deu grandes insights sobre como a dedicação de Michael impulsionava sua arte: “Michael estava sempre observando artistas que o inspiravam, analisando seus trabalhos para entender o que os tornava grandes e foi incorporando essas qualidades ao seu próprio. Usei o mesmo processo para me preparar que ele usou com quem admirava. Além de todo o treinamento, eu assistia a várias entrevistas e vídeos caseiros particulares, absorvendo as nuances, os maneirismos e, acima de tudo, o humano nele”.


Jaafar acrescenta ainda: “Tive a sorte de ter acesso a alguns escritos pessoais de Michael, o que me permitiu me aproximar ainda mais dele. Criei uma sala de pesquisa com cada centímetro da parede cheio de citações de seus mantras, suas caligrafias pessoais, fatos de suas conquistas e uma linha do tempo completa do que acontecia no mundo em diferentes momentos da vida porque tudo isso fazia parte dele e do que ele criou”.


À medida que explorava a música de Michael mais profundamente do que até mesmo que um fã, Jaafar ficou fascinado pela maneira como Michael dissolveu o próprio conceito de gênero, trazendo seus fãs para um lugar onde as batidas de R&B, rock & roll, jazz, funk, hip-hop e balada fluíam combinadas umas às outras sem limites. Ele também passou a ver Michael para além do visionário musical, como um pioneiro social que demoliu barreiras raciais que ainda assolavam a indústria musical. Numa época em que rock e soul supostamente não se misturavam, Michael não só se tornou o primeiro artista preto em rotação intensa na incrivelmente popular MTV, como seus videoclipes passaram a ser alguns dos mais assistidos de todos os tempos.


“Michael sempre dizia que queria que sua música fosse universal, para todos”, diz Jaafar: “Essa parece ter sido a visão dele desde o início, unir as pessoas através da música. Ele não queria que as corporações definissem qual música você deveria ouvir. Ele lutou muito por isso e abriu novos caminhos para todos os artistas que viriam depois dele”.


King recorda: “Um dos momentos mais emocionantes de toda a minha carreira aconteceu no dia em que mostrei o teste de tela do Jaafar para a mãe de Michael, Katherine. A reação dela foi, simplesmente, tudo. Ela me chamou e apenas disse: ‘Esse é o Michael’. E eu respondi: ‘É só isso que eu precisava ouvir’”.

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