Além de apresentar a programação completa dos dois palcos, festival anuncia o retorno da Babilônia Feira Hype na Cidade do Rock, amplia o Viva o Rio com Rock in Rio com novos benefícios para os fãs, traz detalhes do Primeira Classe e lança sua nova comunidade no Instagram que será dedicada a collabs.
A exatos 18 dias da aguardada venda geral de ingressos, que acontece em 8 de junho, às 19h, exclusivamente no site da Ticketmaster Brasil, o Rock in Rio acaba de anunciar mais uma série de novidades que ampliam a experiência do público e reforçam a grandiosidade da próxima edição — para 2026, a estimativa da FGV é que o impacto econômico do festival chegue a R$ 3,36 bilhões. Desta vez, o festival revelou os line-ups completos dos palcos Supernova e Global Village, que juntos somam 49 shows ao longo dos sete dias de Cidade do Rock. Enquanto o Supernova, em parceria com o Filtr Music Brasil, reúne artistas expoentes da música nacional e nomes já consagrados que experimentam novos caminhos em suas carreiras, o Global Village retorna para sua segunda edição celebrando a diversidade cultural, a música mundial e o compromisso do festival por um mundo melhor, transformando suas ruas e palco em um encontro de ritmos, tradições, gerações e diferentes sonoridades do Brasil e do mundo.
“O Rock in Rio sempre foi sobre encontro. Encontro de pessoas, de culturas e de gerações vivendo em harmonia em um só lugar. Quando temos um estudo projetando R$ 3,36 bilhões movimentados na economia, não estamos falando apenas de um número impressionante. Estamos falando de uma cidade inteira que se prepara, se transforma e vive o festival junto com a gente. É o vendedor ambulante, o taxista, o hotel, o pequeno empreendedor, o artista, os milhares de profissionais que fazem essa engrenagem acontecer. E o mais impressionante, fazemos isso há mais de 40 anos, e a cada edição conseguimos aumentar mais este impacto. É especial demais perceber que, mais de 40 anos depois, o Rock in Rio continua gerando impacto muito além da música. O festival acontece dentro da Cidade do Rock, mas seus efeitos se espalham pelo Rio inteiro e acabam alcançando o Brasil de uma forma muito poderosa. O que faremos este ano surpreenderá mais uma vez.” comenta Roberto Medina, presidente e criador da Rock World.
Mais do que apresentar novos shows, os anúncios desta quinta-feira (21) também reforçam a conexão histórica do Rock in Rio com a cidade que dá nome ao festival. Celebrando a cultura, a criatividade e a energia do Rio de Janeiro dentro e fora da Cidade do Rock, o festival confirmou o retorno da Babilônia Feira Hype, referência da cena criativa carioca, e ampliou o Viva o Rio com Rock in Rio com novos benefícios para fãs aproveitarem experiências pela cidade ao longo do ano. Ainda para 2026, o festival divulgou detalhes sobre o serviço Primeira Classe, garantindo mais praticidade, conforto e segurança na chegada e saída do público. Entre as novidades, o festival também anuncia o @featrockinrio, sua nova comunidade oficial no Instagram — uma iniciativa inédita no mercado de comunicação que convida fãs, fandoms, creators, artistas e parceiros a se tornarem cocriadores da narrativa do Rock in Rio por meio de collabs: é um feed construído coletivamente, em tempo real, por quem movimenta cultura, conta a história junto com o festival e faz o hype acontecer.
As novidades foram anunciadas durante coletiva de imprensa realizada hoje, no escritório da Rock World. Ana Deccache, diretora de Marketing da Rock World, empresa que criou e organiza o Rock in Rio e o The Town e produz o Lollapalooza Brasil, apresentou a ação vestindo a nova jersey oficial comemorativa do Rock in Rio 1985, que será lançada amanhã, às 12h, em parceria com a C&A. “Estamos entrando na reta final dos anúncios do Rock in Rio 2026 e já podemos ver a ansiedade tomando conta do público. A poucos dias da venda geral de ingressos, queremos que os fãs já comecem a sentir o clima do festival, se preparando para viver mais uma edição histórica, repleta de novidades, experiências e encontros inesquecíveis dentro e fora da Cidade do Rock”, afirma Ana.
Rock in Rio 2026 projeta impacto econômico de R$ 3,36 bilhões, de acordo com estudo da FGV
A força do Rock in Rio vai muito além dos palcos. Quando o assunto é impacto econômico, o Rock in Rio segue uma trajetória consistente de crescimento: se em 2017 chegou a R$ 2,65 bilhões, de acordo com a FGV a edição de 2026 projeta movimentar R$ 3,36 bilhões na economia brasileira — reafirmando o festival como um dos maiores geradores de oportunidades do país. Para além dos números, o que essa evolução representa é uma cadeia produtiva em expansão: serão mais de 30 mil profissionais credenciados diretamente envolvidos na realização do evento, entre 22,8 mil empregos diretos e 11,1 mil indiretos, totalizando 33,9 mil postos de trabalho movimentados pela Cidade do Rock. E o efeito multiplicador fala por si: para cada R$ 1,00 investido na realização do festival, R$ 6,59 são gerados na economia brasileira.
“A gente sempre soube que o Rock in Rio mobiliza muito mais do que o público presente na Cidade do Rock. O impacto econômico que estamos projetando para 2026 é o reflexo de uma cadeia inteira que se movimenta em torno do festival — e isso nos enche de responsabilidade e orgulho. Ao mesmo tempo, o @featrockinrio nasce de uma escuta muito atenta ao que os fãs já fazem espontaneamente: eles criam, compartilham, colaboram. A gente está apenas abrindo uma porta oficial para que essa energia entre e faça parte da nossa história. É uma virada na forma como a gente se comunica — e é muito Rock in Rio fazer isso junto com quem mais ama o festival”, afirma Ana Deccache.
Palco Supernova retorna com nomes que prometem encantar o público do festival
Depois de edições marcantes em 2019, 2022 e 2024, o Palco Supernova confirma sua quarta presença na Cidade do Rock, consolidando-se como o palco que dita tendências do que vai acontecer na música nos próximos anos e como uma referência para os novos rumos da cena musical. Resultado da parceria entre o Rock in Rio e o Filtr Music Brasil, plataforma de entretenimento da Sony Music Brasil que tem a curadoria de conteúdo em seu DNA, o espaço volta a ocupar seu lugar entre os destaques do festival com uma programação que espelha o estado atual da música brasileira e da cena latino-americana. Com novos talentos e nomes já consagrados, a curadoria construiu um line-up de 28 apresentações que transitam pelo rap, trap, rock, pop, nu metal, hardcore, música urbana e muito mais.
“A curadoria do Supernova nasce de uma escuta constante do que está acontecendo de verdade na música. Em conjunto com o Filtr, conseguimos olhar ao mesmo tempo para artistas que chegam com tudo e para nomes que já construíram uma história sólida, e a beleza está justamente nesse encontro. O palco é um espaço onde descoberta e reconhecimento dividem o mesmo lugar, onde diferentes trajetórias, ritmos e origens se cruzam e se iluminam. É essa pluralidade que, a cada edição, faz do Supernova algo especial dentro do Rock in Rio”, afirma Zé Ricardo, vice-presidente Artístico da Rock World, empresa que criou e organiza o Rock in Rio e o The Town e produz o Lollapalooza Brasil.
“É muito simbólico realizar a quarta edição do Palco Supernova após a expansão do Grupo Sony Music no Brasil. Essa integração entre selos amplia nossa capacidade de desenvolvimento e visibilidade para artistas de diferentes cenas e linguagens musicais. O Supernova representa exatamente esse compromisso: criar plataformas relevantes para conectar novos talentos a grandes audiências, fortalecendo a diversidade criativa e impulsionando a música brasileira em sua pluralidade,” declara Fernando Cabral, CEO do Grupo Sony Music Brasil.
O dia 4 de setembro conta com a abertura de Chady, cantor, compositor e multi-instrumentista carioca que aposta em um pop rock contemporâneo de arquitetura sonora cuidadosa e vem construindo seu nome na cena com singles como “Maria”, “Emocionado” e o recente “Eu Vim de Lá”; a apresentação seguinte será Rock in Gil com Larissa Luz, cantora e compositora soteropolitana que integra empoderamento, ancestralidade e afrofuturismo em três discos e uma carreira de mais de dez anos; além de Venere Vai Venus, banda paulistana de rock independente formada por Lua Dultra (vocal), Avila (guitarra), Takashi (baixo) e Caio Luigi (bateria); e o headliner Diogo Defante, comediante e músico carioca de Realengo que saiu da potência da bateria do underground para o microfone com o álbum “Tífane” na bagagem, levando seu punk rock com pitadas de humor e hardcore melódico para palcos.
No dia 5, o Supernova tem a abertura com ZeRo, que conquistou a internet com sua autenticidade e humor e vai realizar a apresentação de seu álbum de estreia, Alcino; o espaço é então tomado por MC Taya, power trio de nu metal que criou o movimento METAL MANDRAKE ao fundir funk, rap e trap com peso e distorção numa mistura que ela batizou de FOCK; na sequência, LVCAS, conhecido pelo canal Inutilismo, já era músico antes da carreira no YouTube e, nos últimos anos, passou a aprofundar sua atuação como artista autoral, e agora chega ao Rock in Rio com seu último lançamento, o EP “abatido mas não derrotado”; e, como headliner, Supercombo, banda fixada em São Paulo com cinco discos de rock moderno marcados por uma escrita autoral.
No primeiro domingo do festival, dia 6 de setembro, o palco abre com Escritório; Em seguida, BAYSIDE KINGS assume o espaço com seu punk hardcore vindo de Santos (SP), levando ao palco a força de uma trajetória iniciada em 2010 e marcada pela presença do quarteto na cena nacional; a noite segue com Matanza Ritual, que nasceu da fusão improvável e potente entre hardcore, metal e country; e, encerrando as apresentações, JOÃO GORDO & ASTEROIDES TRIO com o projeto BLIETZKRIEG PSYCHO BOP RAMONES 50 YEARS como destaque na Cidade do Rock.
Já no feriado de 7 de setembro, o palco inicia a programação com Maui, cantor e MC de Duque de Caxias que funde R&B, Grime e Afrobeats com a energia periférica: em 2023, foi eleito Artista do Ano pelo R&B BRASIL com o EP “Rubi” e, hoje, ultrapassa 1 milhão de ouvintes mensais nas plataformas de streaming; na sequência, o espaço recebe Melly, cantora e compositora baiana que constrói sua identidade sonora a partir do R&B com a força de sua afrobaianidade, e soma no currículo a vitória da categoria Artista Revelação no Prêmio Multishow e indicação ao Grammy Latino em 2024; logo depois é a vez de Zeca Veloso, filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne, compositor e intérprete que ganhou projeção nacional com “Todo Homem” e lançou em 2025 seu aguardado primeiro álbum solo autoral, “Boas Novas”; e, encerrando a programação, Alee, rapper de Camaçari (BA) que carrega no DNA a musicalidade da família, com álbuns como “CAOS”, certificado Disco de Ouro após superar 80 milhões de streams
No segundo final de semana, na sexta-feira, dia 11 de setembro, Muse Maya abre o espaço, cantora e compositora que cruza trap, rap e jazz com raízes no slam e nas rodas de rima das ruas, produz e grava no próprio estúdio montado por ela mesma e constrói uma carreira marcada pela autonomia criativa — do figurino às composições; seguido por Isa Buzzi, cantora e compositora de Schroeder (SC) que construiu sua carreira de forma independente, venceu o Prêmio Multishow 2023 na Categoria Brasil e se consolidou como um dos grandes fenômenos do pop brasileiro entre o público jovem, com o álbum de estreia “Clube dos Corações Partidos” superando 1 milhão de pré-salvamentos antes do lançamento; a programação é seguida por Ananda, cantora com milhões de seguidores nas redes sociais e dona do sucesso “Portugal” com mais de 50 milhões de reproduções; a headliner da noite, NandaTsunami, MC e compositora paulistana que mescla o funk de São Paulo com trap em letras que falam sobre vivências e cotidiano com voz e identidade próprias;
No dia 12, sábado, o palco abre com Celo Dut, cantor e compositor da Cidade Baixa em Salvador, cresceu embalado pela música, aos 9 anos já tocava agogô no palco e, aos 19, encontrou no rap o caminho para uma arte que cruza MPB, vozeirão e poesia de rua; na sequência, Yago Oproprio, cantor e compositor nascido em Itaquera, Zona Leste de SP, com passagem pela Venezuela na infância que moldou um som único entre o rap, a MPB e os ritmos latino-caribenhos, e que já acumula indicações ao Grammy Latino e ao Prêmio Multishow de Música Brasileira; além de Milo J, rapper e compositor argentino nascido em 2006 em Morón (Buenos Aires) que se tornou uma das maiores revelações da música latina com a icônica BZRP Music Sessions Vol. 57 e os álbuns 111, 166 e La Vida Era Más Corta, este último conta com referências da música folclórica da Argentina; e, encerrando a noite, Delacruz, nome de destaque da nova geração carioca que ganhou o Brasil com “Sobre Nós”, participação no Poesia Acústica #2 que ultrapassa 910 milhões de visualizações no YouTube.
No domingo, dia 13 de setembro e último dia do festival, a abertura fica com AR Baby, nascido e criado na Penha, no Rio de Janeiro, o artista é rapper e compositor, entre seus lançamentos mais recentes estão “Perfil #103 – Crônicas de um 38” e “Fundamento das Ruas”, com participação de L7NNON, que ultrapassaram 800 mil streams; depois, o palco recebe Bruna Black, cantora e compositora de Diadema (SP) com formação em canto erudito e popular, apresenta seu primeiro álbum solo: “Fulorá”, projeto que reúne raízes nordestinas e experimentação sonora e a consolida como uma das promessas mais potentes da nova MPB; na sequência, é a vez de Sant, rapper da Zona Norte do Rio de Janeiro e representante da nova cena urbana carioca; e, fechando a programação do palco nesta edição do festival, Lourena, carioca de Madureira que, com passagens pelo Poesia Acústica #9 e #11 e mais de 588 milhões de visualizações em suas músicas, se firmou como uma das vozes mais potentes do rap nacional.
“É muito gratificante participar da consolidação do Supernova e ver o palco crescer a cada edição. Projetos dessa dimensão só acontecem com o envolvimento de empresas que acreditam no desenvolvimento artístico de longo prazo e entendem a importância de investir em inovação, descoberta e renovação da cena musical. Estamos muito felizes em fazer parte desta trajetória,” afirma Wilson Lannes, COO do Grupo Sony Music Brasil.
Global Village conta com programação que atravessa fronteiras e gerações, e terá João Bosco como homenageado do espaço
O Global Village chega a mais uma edição no Rock in Rio como expressão direta de uma das convicções mais antigas do festival: a de que a música não tem fronteiras. Com uma cenografia inspirada em ícones arquitetônicos de diferentes continentes e uma proposta que transforma a Cidade do Rock em ponto de convergência de ritmos, línguas e tradições, o espaço retorna em 2026 homenageando João Bosco e com uma programação que transita por estilos como o pop egípcio, pela MPB clássica, pelo R&B contemporâneo e por cinco décadas de canção brasileira, reunindo artistas de gerações e geografias muito distintas em torno de uma mesma experiência. “O Global Village não começa quando o artista sobe ao palco, ele começa quando você entra nesse espaço. A cenografia, a circulação e o encontro com culturas que não são a sua. O nome já diz tudo: a ideia de que o mundo cabe num só lugar se você estiver disposto a ouvir e descobrir. A música é o coração disso tudo, mas o espaço em si já é uma declaração. Poder homenagear João Bosco nesta edição também é muito especial para nós. Ele é um ícone da música nacional, um artista que atravessa gerações e representa essa mistura de referências, sonoridades e identidade brasileira que conversa diretamente com a essência do Global Village”, destaca Zé Ricardo.
No dia 4 de setembro, a programação do Global Village tem início com Giovanna Moraes, a artista independente começou sua trajetória em 2017 com trabalhos de pegada experimental, mas foi percorrendo palcos pelo Brasil que descobriu que a atitude, a energia e a mensagem da sua performance pediam um só caminho: o rock; na sequência, sobe ao palco Leela, banda representante do rock nacional dos anos 2000 e com sonoridade baseada em artistas americanos dos anos 1990, além de ícones da música independente carioca; e, encerrando a noite, Paulinho Moska leva ao Global Village um repertório que atravessa três décadas de uma carreira consagrada, marcado por canções em que a força das letras caminha lado a lado com a sofisticação das melodias.
No dia 5, Rhegia inicia a programação do espaço, banda de heavy metal criada em 2017 no Pará que une a sonoridade do gênero ao folclore, à cultura e às identidades da Amazônia brasileira, entre suas criações, o álbum “The Battle of Deliverance” foi escolhido como um dos 15 melhores do Brasil pela Roadie Crew; em seguida, Noturnall, banda brasileira de power metal e metal moderno liderada pelo vocalista Thiago Bianchi que ao longo de sua trajetória reuniu colaborações com ícones como Mike Portnoy, James LaBrie e Ney Matogrosso, chega ao Rock in Rio ao lado de Russell Allen, vocalista do Symphony X; e, fechando a noite, Korzus, banda paulistana fundada em 1983 com mais de 40 anos de estrada, um dos pilares do Thrash Metal brasileiro e responsável por clássicos como “Mass Ilusion” e “Ties of Blood” — hoje em nova formação, com Marcello Pompeu (vocal), Dick Siebert (baixo), Rodrigo Oliveira (bateria) e os guitarristas Jean Patton e Jessica Falchi.
Já no dia 6 de setembro, a abertura do Global Village ficará por conta de Bento Gil convida Flor Gil. Netos de Gilberto Gil, os artistas já participaram de shows e turnês ao lado do avô. Bento vem chamando atenção por sua sonoridade acústica inspirada na MPB clássica, enquanto Flor representa a nova geração da família Gil com uma estética contemporânea e delicada. Após a apresentação, é a vez de Mãeana, como sua música que traz como inspiração o tropicalismo e o feminino; a noite encerra com Mohamed Ramadan, cantor e ator egípcio nascido em Qina, no Egito, ele construiu uma das trajetórias mais populares do mundo árabe com uma música que funde pop egípcio e mahraganat com influências do hip-hop; singles como “Ensay”, parceria com o marroquino Saad Lamjarred, acumularam mais de centenas de milhões de visualizações e o consolidaram como um dos nomes mais reconhecidos da região.
No primeiro domingo do festival, dia 7 de setembro, Wanda Sá abre a programação: um dos nomes centrais da bossa nova, revelada por Roberto Menescal aos 13 anos, com uma carreira que passou pelo Sérgio Mendes' Brasil '65, por turnês nos Estados Unidos e por temporadas de sucesso no Japão. Na sequência, Leila Pinheiro, Joyce Moreno e Fernanda Takai dividem o mesmo palco, Leila, revelada no Festival de Festivais da TV Globo em 1985, acumula mais de quatro décadas de carreira e colaborações com Tom Jobim, Chico Buarque e Renato Russo; Joyce, declarada por Antônio Carlos Jobim “uma das maiores cantoras”, soma mais de 35 álbuns e 400 canções originais com presença consolidada no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos; e Fernanda, vocalista do Pato Fu por mais de três décadas, tem carreira solo premiada, uma tríade que representa, em um só show, décadas de canção brasileira. A noite se encerra com o grande homenageado do Global Village, João Bosco: mais de cinco décadas de música e compositor de referências que atravessam gerações ao lado de parceiros como Aldir Blanc, com o Grammy Latino no currículo pelo álbum “Abricó-de-macaco”, que o New York Times classificou como obra do “legendary” João Bosco.
No segundo final de semana, na sexta-feira, dia 11 de setembro, Lambateria com Félix Robatto inicia a programação do espaço, sob o comando do guitarrista, percussionista, produtor e pesquisador musical, há mais de 10 anos o projeto Lambateria movimenta a cena cultural paraense e mantém viva a tradição dos bailes dançantes amazônicos; na sequência, a apresentação de RIO BRONX; e, encerrando a noite, o Soulidified sobe ao palco. O grupo surgiu de uma situação improvável: quatro desconhecidos — Shade Jenifer, Malik Heard, Bradley Rittmann e Landon Boyce — reunidos pelo reality Building the Band, da Netflix, com referências nas boy bands dos anos 1990 e 2000 e uma proposta que cruza pop e R&B com harmonias precisas e performance coreografada. Seu single de estreia “One and Only” ultrapassou um milhão de streams na primeira semana como artistas independentes; em 2025, a banda percorreu os Estados Unidos com uma turnê de shows esgotados.
No dia 12 de setembro, Badi Assad será o primeiro nome a se apresentar, cantora, violonista e compositora reconhecida mundialmente por integrar voz, violão e experimentação sonora em uma linguagem única, celebra 35 anos de carreira no Palco Global Village com um repertório que percorre obras de Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim e Gonzaguinha ao lado de composições autorais criadas com parceiros como Chico César, Adriana Calcanhoto e Zélia Duncan. O show será seguido por Hamilton de Holanda, músico de estilo único que passeia por diversos gêneros, mas mantendo a Música Popular Brasileira como a sua matriz desde o início de sua carreira. Concluindo as apresentações do espaço no dia, Mestrinho, sanfoneiro, cantor e compositor de Itabaiana (SE), foi o primeiro sanfoneiro a realizar um show completo no Rock in Rio e acumula dois Grammys Latinos — o mais recente com “Dominguinho”, projeto ao lado de João Gomes e Jota.pê que ultrapassou 150 milhões de streams e rendeu ainda quatro Prêmios Multishow.
No último dia do festival, 13 de setembro, Kynnie inicia a programação do espaço. A cantora mistura estilos musicais como o R&B, soul e jazz com o pop e é uma das maiores apostas femininas da black music atual; anunciada durante a coletiva em uma entrada especial em meio aos convidados na plateia, cantando acompanhada de sua sanfona, Lucy Alves passa a integrar o line-up do Global Village. A paraibana, que começou a carreira ainda criança no Grupo Clã Brasil e se firmou como uma das vozes mais potentes da representatividade nordestina na música brasileira, recebeu indicação ao Grammy Latino em 2016 e construiu também uma trajetória de destaque como atriz, com papéis em “Velho Chico”, “Travessia” e “Renascer”; e, fechando a passagem do Global Village por esta edição do Rock in Rio, Haley Smalls, cantora, compositora e engenheira de som nascida em Toronto, começou a carreira aos 12 anos e construiu uma identidade sonora própria na interseção do R&B com hip hop, nostalgia e texturas alternativas. Com nove álbuns, dois EPs e o projeto The Cure III ultrapassando 124 milhões de streams.
Babilônia Feira Hype retorna ao Rock in Rio em celebração aos seus 30 anos
A Babilônia Feira Hype retorna ao Rock in Rio para celebrar 30 anos de história desde sua primeira edição. Responsável por lançar mais de seis mil marcas ao longo de sua trajetória, o projeto foi reconhecido, em 2025, como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro. Nesta edição, o espaço ganha uma nova localização, próximo ao palco New Dance Order, em uma estrutura projetada pelo arquiteto João Uchôa. Ao todo, serão 20 tendas que, durante os sete dias de festival, receberão 60 expositores, com curadoria de marcas realizada pelo Instituto Brasileiro de Cultura, Moda e Design (Inbracultmode). As inscrições para os expositores interessados em participar estarão abertas a partir de 26 de maio pelo site www.babiloniafeirahype.com.br. Além das tendas, o público também poderá aproveitar uma programação com DJs convidados e uma instalação de arte urbana, ampliando a experiência do espaço e fazendo da Feira parte do percurso criativo do festival.
“A Babilônia Feira Hype é um dos grandes expoentes da economia criativa do Rio, e contar com ela mais uma vez na Cidade do Rock será muito especial. Tanto o Rock in Rio quanto a Feira Hype são considerados patrimônios culturais imateriais da cidade, e os dois compartilham do compromisso de enaltecer a cultura e a diversidade do Rio de Janeiro. Vai ser um espaço incrível para o público passear, descobrir e se encantar.” comemora Ana Deccache.
“Estamos muito felizes em voltarmos ao Rock in Rio Brasil em clima de comemoração. Na edição passada, comemoramos os 40 anos do Rock in Rio e, nesta edição, temos a honra de celebrar os 30 anos de sucesso da Babilônia Feira Hype no mais importante evento internacional do Brasil. Os motivos são muitos que nos unem, ambos são eventos patrimônio cultural imaterial do Rio, por representarem a essência e a alegria criativa do carioca. O público terá a oportunidade de curtir uma experiência ainda mais incrível com as novidades que estamos preparando para esta edição. Temos certeza que a continuidade dessa parceria vem garantir ao público uma experiência ainda mais incrível no festival”, afirmam Robert Guimarães e Fernando Molinari, diretores da BFH

