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Home»News»Entre Detroit e o Brasil: a travessia musical de Jon Dixon
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Entre Detroit e o Brasil: a travessia musical de Jon Dixon

By Conteúdo Digital4 julho, 2026Updated:4 julho, 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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by Jeferson Ciarvi (Human Robot)

Falar de Jon Dixon é falar de uma linhagem nascida em Detroit, mas que nunca esteve confinada a um CEP. Pianista, produtor e membro da família Underground Resistance, Dixon construiu sua trajetória entre o jazz, o techno e a experimentação eletrônica com a naturalidade de quem entende a música como um território livre.

Existe uma conexão real — e emocional — entre ele e o Brasil. Quando se apresentou em São Paulo, Dixon não era apenas mais um artista internacional na programação. Ele mergulhou na energia da cidade. Em entrevistas e conversas informais, mencionou como o público brasileiro escuta com o corpo inteiro — não apenas dança, mas responde, interage e cria atmosfera. Em São Paulo, encontrou algo muito próximo da essência de Detroit: resistência cultural, criatividade nas margens e uma paixão pela música como ferramenta de transformação.

Jon Dixon no Movement Festival

Essa ponte ganhou forma concreta em seu trabalho com o produtor brasileiro Léo Janeiro. O disco que lançaram juntos não soa como uma simples colaboração internacional; existe um diálogo dentro dele. Texturas profundas, grooves orgânicos e uma construção harmônica que revela respeito mútuo. Não é Detroit “importada” para o Brasil, nem o Brasil “adaptado” a Detroit — é um encontro.

Outro capítulo importante na trajetória de Dixon, foi o período em que viveu no prédio de Submerged, em Detroit. Mais do que um endereço, aquele espaço funcionava como um laboratório criativo. Produtores, MCs e engenheiros de som circulavam por ali — um fluxo constante de ideias. Viver naquele ambiente significava acordar e dormir respirando música. Para um artista já profundamente musical, essa imersão ajudou a expandir ainda mais sua linguagem sonora, aproximando o jazz do som eletrônico futurista que define seu trabalho.

Jon Dixon é um daqueles artistas que carregam sua cidade de origem em seu som, mas nunca permitem que ela se torne uma fronteira. Sua carreira é feita de conexões — humanas, culturais e espirituais.

Entrevista com Jon Dixon

Você cresceu musicalmente em Detroit, uma cidade com uma identidade sonora muito forte. Em que momento percebeu que sua música poderia dialogar com outras culturas, como a cultura brasileira?

Meus pais ouviam todos os tipos de música quando eu estava crescendo. Eles tinham discos e CDs de artistas como Sergio Mendes, Tania Maria, Ivan Lins e muitos outros. Mas foi somente na minha segunda visita ao Brasil que tive a oportunidade de realmente vivenciar São Paulo e absorver tudo o que a cidade tinha a oferecer.

Sua passagem por São Paulo marcou muitos fãs. O que você sentiu ao tocar para o público brasileiro e como essa experiência influenciou sua visão da pista de dança?

Paulistas e cariocas me lembram muito os moradores de Detroit. Eles amam sua cidade e sua música! Embora já faça algum tempo desde a última vez que toquei no Brasil, eles sempre entregam energia e carinho quando escutam boa música.

Seu trabalho com Léo Janeiro no EP Redentor (Jon, por favor inclua aqui o link que você gostaria de compartilhar com os fãs para que possam encomendar ou ouvir este lançamento). Como surgiu essa colaboração e o que você acredita que cada um de vocês trouxe de mais autêntico para o projeto?

Léo e eu nos conhecemos pela primeira vez em 2013, durante a Rio Music Conference. Na época não tivemos a oportunidade de trocar contatos, mas graças às redes sociais nos reconectamos em 2025. Ele me explicou o contexto da música, do álbum, e perguntou se eu gostaria de participar do projeto. Eu concordei imediatamente. Acho que o amor que ambos temos não apenas pela música, mas também pelos músicos, é o que torna essa canção especial. Ele também apresenta outros artistas incríveis no álbum.

Você passou um período morando no prédio da Submerge, em Detroit, cercado por artistas e produtores. Como esse ambiente moldou seu som e sua disciplina criativa?

Sempre havia música tocando. Podia ser o Interstellar Fugitives ou o Model 500 ensaiando à noite; havia produtores criando de tudo, desde House, Hip Hop, Techno, Electro, Techno, Ghettotech, Hi Tech Jazz e muito mais. Você estava constantemente inspirado porque, naquela época, todos tinham a missão de descobrir a si mesmos e fazer a melhor música possível.

Olhando para o futuro, quais territórios musicais você ainda deseja explorar? Existe alguma nova conexão cultural ou sonora que sente que precisa acontecer?

Para onde quer que a música me leve, estou disposto a ir. Tenho muitos amigos músicos com quem ainda preciso me encontrar e tocar em São Paulo. Já se passaram 16 anos, então acho que agora é a hora!

Muito Obrigado Jon Dixon em nome da DJ Sound e de todos os fãs do Brasil e do Mundo que admiram o seu trabalho, lhe desejamos sempre muito sucesso.

Gary Martin, Jon Dixon e Brian Kage
Jon Dixon e Human Robot

 (Redentor com  Leo Janeiro)

(Live com Carl Craig)

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