Décima edição do festival movimentou Santa Rita do Sapucaí (MG) durante cinco dias com uma programação dedicada à tecnologia, inovação, criatividade e conexões
A décima edição do HackTown reuniu quase 13 mil participantes registrados em Santa Rita do Sapucaí (MG), entre os dias 3 e 7 de setembro. Com representantes de todas as unidades federativas brasileiras e de 16 países, o festival chegou aos dez anos ampliando o alcance de uma programação que conecta tecnologia, inovação, criatividade, negócios e sociedade.
Ao longo dos cinco dias, foram realizadas 1.382 atividades, sendo 847 palestras, 138 painéis e 126 experiências, além de outras iniciativas distribuídas pela cidade. A programação reuniu 1.313 palestrantes e somou mais de 1.407 horas de conteúdo programado.
Conhecida como Vale da Eletrônica, Santa Rita do Sapucaí voltou a se transformar em um grande ambiente de encontros e discussões, com atividades simultâneas realizadas no Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), na Escola Técnica de Eletrônica (ETE), em casarões históricos, praças e outros espaços do município.
A base de participantes reuniu pessoas de 479 cidades brasileiras, além de representantes de países como Estados Unidos, Colômbia, Bolívia, Reino Unido, França, Angola, Moçambique e Índia. Entre o público, o festival também contou com forte presença de moradores e profissionais da região de Santa Rita do Sapucaí, reforçando uma das propostas históricas do HackTown: estimular o desenvolvimento regional, ampliar oportunidades e aproximar a juventude de discussões sobre tecnologia, inovação e empreendedorismo.
O perfil do público também reforça o caráter profissional e de negócios do festival. A idade média dos participantes foi de 42 anos, com maior concentração entre 35 e 54 anos e presença relevante de empreendedores e executivos. Entre os participantes, 3.168 foram identificados como profissionais com poder de decisão em suas organizações, ao mesmo tempo em que o evento manteve uma presença significativa de jovens e participantes da região.
Outro indicador da dimensão dos encontros proporcionados pelo festival está nas conexões: considerando as interações declaradas pelos participantes e a projeção realizada sobre a base geral do evento, foram estimadas 48.949 conexões ao longo da edição.
Avaliação do público
Além dos números de participação, o HackTown 2026 alcançou NPS (Net Promoter Score) de 73, resultado superior ao registrado na edição anterior. O indicador é medido em uma escala de -100 a +100 e avalia a disposição do público em recomendar uma experiência.
A avaliação geral do evento também chegou à média de 9, em uma escala de 1 a 10. Entre os principais aspectos apontados pelos participantes para justificar a nota estão a qualidade das palestras, a experiência única e enriquecedora e as conexões proporcionadas pelo festival.
A intenção de retorno também foi alta: 55% dos participantes afirmaram que voltarão com certeza ao HackTown e, somados aqueles que disseram que pretendem retornar, esse índice chega a 84%. Apenas 4% afirmaram que provavelmente ou certamente não voltarão.
A edição também combinou renovação e fidelização do público. Metade dos participantes esteve no HackTown pela primeira vez, enquanto os outros 50% já haviam participado de edições anteriores. Entre os recorrentes, 33,5% estiveram em três ou mais edições do festival.
HackTownzinho aproxima crianças da inovação
A programação do HackTown 2026 também contou com a quarta edição do HackTownzinho, espaço dedicado a crianças de 3 a 12 anos. Realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, na FAI – Faculdade de Administração e Informática, a iniciativa reuniu mais de 20 vivências ao longo de três dias, com atividades envolvendo tecnologia, arte, natureza, brincadeiras e oficinas.
A proposta foi integrar as crianças à experiência do festival em um ambiente pensado especialmente para elas, estimulando criatividade, curiosidade e novas formas de aprendizado. A programação contou com a participação de profissionais de diferentes áreas, entre professores, psicólogos, músicos, artistas, terapeutas e educadores.
Hackeando Fronteiras amplia alcance da programação
Em sua décima edição, o HackTown também buscou levar parte de suas discussões para além de Santa Rita do Sapucaí com o Hackeando Fronteiras, iniciativa de transmissão online e gratuita de conteúdos selecionados da programação. Por meio do canal do festival no YouTube, foram exibidos gratuitamente os painéis “Brasil, Tecnologia e Impacto: case Impulso.gov” e “A Cultura Digital”.
O primeiro apresentou uma discussão sobre os desafios tecnológicos do país e a construção de inovações conectadas às necessidades dos territórios e ao impacto na vida da população. Já o segundo abordou temas relacionados à ciência cognitiva, estratégia digital e Inteligência artificial.
Parcerias fortalecem a décima edição
A décima edição do HackTown também contou com o apoio e a participação de grandes empresas e instituições, entre elas Petrobras, AWS, Copasa, Cemig, Claro, Stellantis, Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, além de parceiros como IEL e FIEMG Lab. A presença dessas organizações reforçou a conexão do festival com diferentes setores da economia e com temas que atravessam inovação, tecnologia, energia, desenvolvimento e empreendedorismo.
Além do apoio à realização do evento, a participação de empresas e instituições contribuiu para ampliar o diálogo entre o ecossistema de inovação, o setor produtivo, empreendedores e o público, fortalecendo o HackTown como espaço de troca de experiências, geração de oportunidades e construção de novas conexões.

