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Home»Eventos»Luis Justo líder da Rock World comenta que grandes eventos se tornaram plataformas de experiência
Eventos

Luis Justo líder da Rock World comenta que grandes eventos se tornaram plataformas de experiência

By Conteúdo Digital24 setembro, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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Para uma arquibancada lotada, o painel “Conexões reais: os grandes festivais muito além da música”, realizado nesta quarta-feira (23) durante o terceiro dia de programação da Semana Caldeira, reuniu alguns dos principais nomes do entretenimento e do marketing de experiência no Brasil para debater como os festivais se transformaram em plataformas de conexão humana. A conversa contou com Luis Justo, conselheiro da Rock World, Caroline Torma, diretora-executiva de Marketing e Negócios TV e Entretenimento do Grupo RBS, e Rodrigo Montesano, superintendente de Experiências e Conexões de Marca do Itaú, sob mediação de Franklin Costa, cofundador da OCLB.

A discussão partiu de uma premissa compartilhada pelos participantes: os grandes festivais entenderam que seu principal ativo vai muito além do espetáculo e está na capacidade de reunir pessoas, criar pertencimento e gerar conexões que permanecem depois do último show. O painel explorou como música, conteúdo e experiências se combinam para mobilizar comunidades, fortalecer marcas e transformar eventos em plataformas culturais e de relacionamento.

Conselheiro da Rock World, Luis Justo destacou a transformação do Rock in Rio ao longo de 41 anos de história. “A perfeição está virando um commodity. A inteligência artificial está comoditizando a perfeição de tudo, e a possibilidade de viver o erro é o que traz a autenticidade. Cada vez mais, todo mundo busca autenticidade nas marcas, nas relações, e o ao vivo traz essa possibilidade”, afirmou. Para o executivo, o imprevisto é justamente o diferencial da experiência presencial. “Uma experiência só acontece quando algo sai da jornada esperada. O legado são as memórias criadas a partir do que o ao vivo proporciona”, acrescentou.

A diretora-executiva de Marketing do Grupo RBS, Caroline Torma, trouxe a experiência do Planeta Atlântida, que completa 30 edições consecutivas e é apontado como o festival mais longevo do mundo em atividade. “Conseguimos amadurecer sem envelhecer. O Planeta tem 30 anos, mas para alguém como a minha filha, de 15, é sempre o primeiro festival”, destacou. Torma ressaltou que o segredo para atravessar três décadas está em equilibrar a renovação com a tradição. “A música é a espinha dorsal, mas é muito mais a festa. A gente precisa ter um line-up multigeracional, espaços de experiência que atendam todos os públicos e, ao mesmo tempo, manter vivo o espírito de arena onde o jovem curte a festa pela primeira vez”, afirmou.

No centro do debate, ganhou destaque o conceito de saúde social, entendido como o terceiro pilar do bem-estar humano ao lado da saúde mental e da saúde física, e que tem ganhado força no cenário pós-pandemia. O mediador do painel, Franklin Costa, cofundador da OCLB, sintetizou: “Os festivais são uma forma de cura. A tecnologia elimina a fricção, mas a fricção é o que dá emoção. É a dúvida se você vai encontrar aquela pessoa, é a dúvida de que nova banda você vai descobrir e ficar apaixonado”, ressaltou.

Já para o superintendente de Experiências e Conexões de Marca do Itaú, Rodrigo Montesano, a presença de uma marca em um festival só se justifica quando vai além da exposição. “Patrocínio compra exposição, mas é a parceria que realmente gera valor para todos os lados e para todo o ecossistema”, afirmou. Montesano explicou que o Itaú adotou uma estratégia “fã centrista” para se aproximar do público. “Quando pensamos no que o cliente quer, estamos pensando no que ele quer como banco. Quando pensamos no que o fã quer, abre-se um leque de possibilidades incríveis”, salientou.

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