Universal amarrou parte da remuneração do seu presidente ao engajamento com superfãs pela venda direta. Sony e Warner constroem a mesma camada, e o Goldman Sachs diz que ela veio para ficar. As gravadoras estão montando a base dos fãs dos seus artistas. Cinco perguntas para o contrato antes do próximo lançamento.
No relatório anual de 2025 da Universal Music Group, o bônus do presidente-executivo, Sir Lucian Grainge, depende em parte de três áreas estratégicas. Uma delas é “aumentar o engajamento com superfãs por meio de ofertas diretas ao consumidor”. As outras duas são o modelo que a empresa chama de Streaming 2.0 e a presença em mercados de alto crescimento.
Esse bloco vale 30% do bônus anual. Para 2025, o conselho deu a nota máxima da tabela nesse bloco: 200%. Entre os destaques que o relatório usa para justificar a avaliação, na frente dos mercados de alto crescimento, está o topo da parada anual do Spotify no Brasil, com Henrique & Juliano.
Quando um conselho põe um objetivo no bônus de quem comanda a empresa, está dizendo onde quer ver resultado. A relação direta com o fã entrou nessa lista.

