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Home»Eventos»Festival Rec-Beat 2026 coloca multidão para dançar no Cais da Alfândega com o MORITZ
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Festival Rec-Beat 2026 coloca multidão para dançar no Cais da Alfândega com o MORITZ

By Conteúdo Digital15 fevereiro, 2026Nenhum comentário3 Mins Read
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Celebrando três décadas de ocupação no coração do Carnaval recifense, o Festival Rec-Beat trouxe o projeto MORITZ para a abertura do evento, dedicando uma noite inteira à música eletrônica. A programação configurou-se como um verdadeiro manifesto sonoro que cruzou fronteiras, trazendo para o centro da folia um olhar atento às subjetividades pretas, dissidentes e latinas.

A abertura da programação foi da recifense Paulete Lindacelva, que também participou da curadoria desta noite. Ela revelou que acompanha o festival desde os 15 anos, enxergando o palco como um espaço fundamental para a construção de sua identidade e memória afetiva. “Estar nesse palco é muito importante para mim. O Rec-Beat sempre foi essa encruzilhada, que me trouxe artistas da África e de outros países da América Latina que eu não conhecia e pude ver aqui nesse palco”, afirmou a artista, celebrando a diversidade sonora promovida pelo festival.

Com uma performance envolvente que mexeu com a memória afetiva e atraiu o folião para o Cais da Alfândega, Paulete trouxe uma inovação sonora que reafirmou o compromisso do evento com a renovação constante da música independente brasileira.

Com foco em fundir a tecnologia lo-fi à identidade nortista, LOFIHOUSEBOY foi a segunda atração da noite. O artista apresentou uma performance inovadora dos ritmos do Pará, colocando-os em diálogo com diferentes possibilidades eletrônicas e experimentais para combater o apagamento histórico das produções do Norte.

Um dos pontos altos desta edição foi a apresentação da pernambucana DAVS, que levou ao festival uma fusão sofisticada entre as batidas periféricas e a música eletrônica contemporânea. Ocupando o palco com uma estética dissidente e acompanhada pelos dançarinos Oximago e Guba, a artista transformou o brega-funk em um manifesto sonoro, integrando símbolos tradicionais da cultura local, como a presença da “La Ursa”, em uma narrativa de futuro e resistência.

“Eu venho fazendo um trabalho voltado para o brega-funk de um jeito mais experimental, mais voltado para o pop e para o eletrônico. Poder colocar esse trabalho num palco gigante desses, no Carnaval do Recife, é muito importante para mim”, destacou DAVS.

Direto da Colômbia e desembarcando pela primeira vez no Recife, Piolinda Marcela trouxe um set iconoclasta e repleto de referências latinas. Com muito deboche e sarcasmo — características centrais de sua apresentação —, ela utilizou o riso e a ironia para conduzir um verdadeiro pot-pourri latino, mesclando Latin Club, eletro-cumbia e reggaeton.

O duo SHYNX, formado por dois pilares da cena eletrônica paulistana, Márcio Vermelho e Pedro Zopelar, realizou uma celebração focada em grooves profundos e sintetizadores que criaram uma atmosfera imersiva. Nomes centrais na evolução da música eletrônica brasileira, eles apresentaram um fluxo sonoro que atravessou o house, o techno e o disco.

A noite foi encerrada com a apresentação de Carlos do Complexo. Cria do Complexo do Alemão, o produtor apresentou um set que busca desconstruir o funk e outros ritmos periféricos para criar caminhos de emancipação através do som. “Para mim, estar no palco do Rec-Beat é uma oportunidade de celebrar com mais força a união da ancestralidade dos tambores à sonoridade eletrônica contemporânea”, afirmou o artista.

CES21
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