by Mariela Gregori
Armin van Buuren celebra 25 anos de ASOT na UNVRS com uma viagem entre clássicos, techno-trance e vinil.
Ontem na UNVRS foi uma daquelas noites que ficam na memória. O ASOT foi construído em três atos — além do warm-up da Laura van Dam, que fez uma apresentação excelente e já colocou aquela pista, que reunia várias gerações de fãs do Armin, para cima com um remix de Freed From Desire. Porque europeu não pode ficar parado quando essa música toca, seja na versão que for… se for trance então, acabou! Hahaha.
Na primeira parte, o Armin assumiu os CDJs e foi passeando pelo trance clássico e pelas produções mais novas, mostrando por que, depois de 25 anos, ele continua sendo uma referência tão absurda. O impacto de entrar e já dar de cara com aquele som torando, uma estrutura gigantesca no teto e um telão em nível de festival foi surreal. E aí vem a introdução com Orange Theme, o carisma e a presença de palco inigualáveis dele… é impossível não se entregar.
Foi um set que conseguiu misturar nostalgia e presente o tempo inteiro. Teve Always You, que para mim foi um dos momentos mais especiais justamente pela mensagem de que, mesmo depois de 25 anos de carreira, ele ainda consegue criar hinos que entram para a história. Teve Domino, do Oxia, trazendo aquelas batidas mais pesadas, e momentos mais cantados e emocionais como Out of Love. E ainda tivemos duas participações da Sasha no palco, que deram aquele toque especial à noite.

Depois veio o Face to Face com Eli Brown, e aí a atmosfera mudou completamente. Entrou uma pegada mais techno-trance, mais pesada, acelerada e agressiva, com batidas mais fortes e menos daquela construção melódica tradicional do Armin. Foi como se o ASOT entrasse em uma segunda dimensão.
Mas o terceiro ato… o Vinyl Set foi simplesmente espetacular.

Ver o Armin tocando em vinil, resgatando aquela essência mais crua e old school, foi uma experiência à parte. Tuvan, For an Angel, do Paul van Dyk, Born Slippy, Insomnia… e ainda Follow the Light, dele com o Hardwell. Foi uma viagem no tempo, mas sem parecer uma festa de nostalgia. Era o passado sendo revisitado por alguém que continua completamente presente.
E acho que essa é a coisa mais impressionante sobre o Armin.
Ele transmite uma energia que só ele consegue transmitir. Não é apenas pelas músicas que escolhe ou pelo fato de você reconhecer um hino depois do outro. É olhar para ele no palco, sorrindo, feliz, dançando e claramente curtindo aquilo tanto quanto a gente está curtindo na pista.
E a energia é exatamente a mesma de 25 anos atrás.
Talvez seja isso que faça dele tão especial. Ele não parece estar apenas tocando trance para uma multidão. Ele ainda parece aquele cara que se apaixonou por essa música e continua genuinamente feliz por poder compartilhá-la com a gente.
He is, and always will be, the King. 👑


